EnglishPortugueseSpanish
publicidade

Na última sexta-feira (25), o governo dos EUA adicionou uma segunda fabricante chinesa à sua “lista proibida” de exportações, que já incluía a Huawei. Agora, empresas americanas terão de solicitar licenças individuais para vender equipamentos à Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC). 

O argumento utilizado pelos EUA é o mesmo que permeia desde o início a guerra comercial com a China, de que as companhias chinesas poderiam utilizar informações e tecnologias americanas para espionagem ou fins militares. 

publicidade

A inclusão da SMIC na lista vinha sendo estudada pelo Pentágono desde o início de setembro, quando teria sido identificada uma suposta ameaça de fusão entre tecnologias civis e militares por parte da empresa. 

Procurada pela Reuters, a companhia negou qualquer envolvimento com o setor militar, e um porta-voz reiterou que seus semicondutores e serviços são fornecidos somente para civis e usuários finais do setor comercial.

Reprodução

Conflitos entre EUA e China incluem uma série de empresas chinesas, como Huawei, ByteDance e, agora, SMIC. Imagem: Savvapanf Photo/Shutterstock

publicidade

É curioso notar que, há poucas semanas, a SMIC obteve permissão das autoridades americanas para retomar os negócios com a Huawei. Mesmo não sendo nativa dos EUA, a empresa precisava da licença porque seus chips são produzidos com equipamentos americanos. 

Em vista disso, as novas restrições impostas por Washington – mais especificamente, pelo Departamento de Comércio – pegam de surpresa a própria empresa, que afirma não ter recebido um aviso sobre a decisão. 

Sanções americanas

As sanções americanas sufocam os investimentos não apenas das companhias listadas, mas da teia de fornecedores como um todo. Sem permissão para vender seus equipamentos a clientes de peso, fabricantes de tecnologia temem ficar no prejuízo. Por isso, algumas já elaboram planos de contingência para intensificar seus negócios com outros compradores.

O Departamento de Comércio dos EUA não emitiu comentários sobre a decisão, mas afirmou que monitora e avalia constantemente as potenciais ameaças à segurança nacional do país e aos seus interesses em política externa. 

Via: Folha de S. Paulo