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A Intel recebeu uma licença das autoridades americanas para voltar a fornecer produtos de tecnologia para a Huawei. A autorização é um alívio para a fabricante chinesa, que vem tendo seus negócios sufocados por sanções aplicadas pelos Estados Unidos.
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Uma das peças centrais na guerra comercial entre EUA e China, a Huawei foi perdendo vários de seus fornecedores conforme a Casa Branca pressionava autoridades mundo afora a boicotarem a empresa. O argumento do governo norte-americano é de que a fabricante integraria um esquema de espionagem para o Partido Comunista Chinês.
Vale desde 15 de setembro a última leva de regras rígidas que impedem as empresas de fornecerem produtos com tecnologias e programas norte-americanos para a Huawei. A permissão concedida à Intel, portanto, é um movimento surpreendente dos Estados Unidos, e pode significar uma breve (e rara) bandeira branca em relação à China.
Na última semana, a chinesa Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC) também obteve permissão para retomar os negócios com a Huawei. Mesmo não sendo nativa dos EUA, a empresa precisava da autorização porque seus chips são produzidos com equipamentos americanos.

Pressões dos EUA levaram a Huawei a perder fornecedores importantes. Imagem: Nadia So/iStock
Contudo, ainda é cedo para dizer se a Huawei conseguirá restabelecer o relacionamento com seus fornecedores. Recentemente, a SK Hynix, fabricante de chips sul-coreana que também abastecia a empresa chinesa, solicitou uma licença para restituir as vendas e recebeu uma negativa.
De acordo com uma fonte anônima ouvida pela Reuters, a previsão é que as companhias não americanas enfrentem mais dificuldades para obter o sinal verde dos EUA.
Isso pode gerar prejuízo não apenas à Huawei, mas à teia de fornecedores como um todo. Para evitar uma crise, essas empresas estariam elaborando planos de contingência para intensificar seus negócios com outros clientes.
A Huawei nega que esteja espionando para o governo de Xi Jinping, e acusa os Estados Unidos de tentarem prejudicá-la para assegurar a hegemonia das empresas ocidentais na era do 5G.
Via: Reuters