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Um anúncio realizado nesta quinta-feira (15) pela startup Truepic revela o que pode ser o próximo passo contra fotografias editadas e usadas em notícias falsas. Desenvolvido em parceria com a Qualcomm, a ferramenta chamada de ‘Foresight’ produz fotos com informações criptografadas – ou seja, metadados sobre data, horário, localização, dispositivo utilizado e afins.
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A ideia é que as fotografias possam ter sua autenticidade verificada pelos destinatários. A empresa disse, em comunicado, que visa combater o conteúdo visual enganoso na internet. A ferramenta está em fase de protótipo em um aplicativo para smartphones Android.
Neste caso, o aplicativo traz um modo específico de fotografia que registra informações sobre a captura em um local seguro do celular. Assim, quando enviada, o destinatário pode confirmar a autenticidade do material – seja em redações, redes sociais. Inclusive, edições realizadas nos arquivos também são registradas.
Parceria com Adobe
O recurso faz parte da Content Authenticity Initiative (CAI), anunciada em 2019 pela Adobe em parceria com o Twitter e o jornal The New York Times. Jeff McGregor, CEO da Truepic, cita que o mundo vem acelerando sua digitalização durante a pandemia de Covid-19. Mas, ao mesmo tempo, há um problema claro de desinformação.

Sugestão da companhia seria adicionar um modo específico de fotografia segura em smartphones Android. Imagem: Truepic/Reprodução
O projeto seria utilizado tanto por fotojornalistas quanto editores ao publicar as imagens em notícias, por exemplo. Nesta fase, ele vem sendo utilizado em um dispositivo de testes que traz o chipset Snapdragon 865.
De acordo com a Truepic, as imagens geradas pelo aplicativo são no formato ‘JPEG’ padrão. Ele também poderá ser utilizado em formatos como ‘HEIC’ em aplicativos de terceiros, já que a solução é de código aberto. Assim, o uso da ferramenta poderia se expandir também para aplicativos bancários, por exemplo.
Segurança a nível de hardware
Para manter a segurança desses dados, eles são processados na tecnologia Arm ‘TrustZone’. Ela utiliza um conjunto de extensões para proteger dados sensíveis em um ambiente do processador. É o mesmo local onde dados de pagamentos e de impressões digitais do usuário são registrados.
Outra função do projeto permite mapear a profundidade de campo por hardware, além de também identificar se uma imagem foi registrada por luz ou gerada por software. Não há, neste momento, previsão de quando a tecnologia poderá ser adotada em massa.
Via: Wired