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João Doria, governador de São Paulo, continua a dar declarações otimistas sobre a vacina contra Covid-19 CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e testada no país em parceria com o Instituto Butantan. Segundo ele, os resultados dos estudos de fase 3 serão reunidos na próxima sexta-feira (16) e apresentados publicamente na segunda-feira (19).
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O governador antecipou alguns dos resultados que podem ser esperados. “Até agora, todos os resultados foram positivos. Nenhuma colateralidade foi apresentada nos 13.000 médicos e enfermeiros em sete estados”, afirmou Doria durante coletiva desta quarta-feira (14).
Apesar de a declaração ser um bom indicativo de segurança da vacina, o que já havia sido atestado nos experimentos de fase 1 e 2 e com um estudo com 50 mil voluntários na China, a fala de Doria não deixa claro o que se espera quanto à sua eficácia, que é o que realmente conta para a fase 3, que definirá se a vacina pode ou não ser registrada e distribuída no país.
O Butantan já havia afirmado que buscará registrar a CoronaVac na Anvisa se for constatada uma eficácia mínima de 50%. Para validar essa expectativa, o instituto esperava reunir cerca de 60 casos de Covid-19 entre seus voluntários; se eles se concentrarem totalmente ou em sua grande maioria dentro do grupo placebo, que recebeu uma substância incapaz de combater o vírus, é porque a vacina funciona como o esperado. Se não houver diferença significativa entre os grupos, é porque não funciona.
Enquanto os resultados definitivos não saem, a Anvisa já está analisando as informações preliminares das pesquisas, enviados como parte de um novo processo de submissão contínua. O sistema permite que a agência receba os dados dos estudos conforme eles ficam prontos em vez de receber apenas um dossiê completo quando as pesquisas estão concluídas. Assim, a resposta deve sair mais rápido, permitindo uma distribuição mais rápida em caso de aprovação.
Mesmo sem a resposta sobre a eficácia da CoronaVac, o governo de SP já está divulgando o plano de vacinação. Se a vacina se mostrar eficaz, Doria diz que a distribuição começará em 15 de dezembro, com prioridade para profissionais de saúde. Na sequência, serão vacinados professores e portadores de doenças crônicas que podem agravar a infecção pelo coronavírus.
O acordo com a Sinovac prevê a entrega de 60 milhões de doses da CoronaVac até fevereiro de 2021, entre as entregues já prontas e as envasadas no Instituto Butantan, que assumirá a tecnologia de produção que permitirá a produção local para distribuição no Brasil. A expectativa é de que até maio sejam acumuladas 100 milhões de doses, e investimentos estão sendo realizados para ampliação da capacidade produtiva do Butantan, para que possam ser produzidas 100 milhões de doses por ano.
A CoronaVac depende de duas aplicações para imunização, espaçadas em 14 dias entre si, o que significa que 100 milhões de doses são suficiente para 50 milhões de pessoas. Seria o suficiente para aplicar em toda a população do estado de São Paulo, mas não em