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Na intenção de acalmar as preocupações da legislação antitruste, o Google realizou concessões para conseguir a aprovação da União Europeia na compra da Fitbit. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters na última sexta-feira (16) citando “pessoas a par do assunto” como fontes.

O Google anunciou a compra da empresa de relógios inteligentes em novembro de 2019. O valor da aquisição seria de US$ 2,1 bilhões, ou mais de R$ 11 bilhões. A empresa teria se oferecido em setembro para restringir o uso de dados da Fitbit para anúncios do Google. Isso facilitaria o acesso de fabricantes de wearables rivais a dados de usuários dos relógios, desde que haja consentimento.

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A revisão no processo do Google partiu depois que a Comissão Europeia ouviu preocupações de empresas rivais e consumidores sobre a aquisição. Com isso, o prazo para a decisão da Comissão foi prorrogado de 23 de dezembro para 8 de janeiro em acordo com o Google.

“O espaço dos wearables está lotado, e acreditamos que a combinação dos esforços de hardware do Google e da Fitbit aumentará a competição no setor”, disse o Google em comunicado.

Wearables crescem no Brasil

Reprodução

Novo relógio inteligente Fitbit Sense é comercializado por US$ 330 e traz monitoramento de saturação sanguínea. Imagem: Fitbit/Reprodução

Por outro lado, um grupo de 19 entidades, que inclui organizações de consumidores e defensores da privacidade na União Europeia, emitiu uma carta conjunta na última quinta-feira (15) exigindo duras concessões para o Google. Entre os países envolvidos, há os Estados Unidos e Brasil.

De acordo com dados da empresa de análise de mercado IDC, o mercado de vestíveis no Brasil teve aumento de 21,1% no segundo trimestre do ano. No período, estima, foram comercializados 208.350 relógios e pulseiras inteligentes. A receita entre os meses de abril de junho teria atingido R$ 301 milhões.

O ticket médio das pulseiras inteligentes também aumentou para R$ 810 (+121,4%), e atingiu R$ 2.218 (+45,4%) entre os relógios. A consultoria estima que o movimento tem relação com a preocupação dos consumidores no acompanhamento de saúde durante a pandemia de Covid-19.

Fonte: Reuters