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O TikTok vai endurecer suas políticas contra a publicação de conteúdo ofensivo e discurso de ódio. Detalhes sobre a medida foram compartilhados nesta quarta-feira (21) no blog oficial do aplicativo, e incluem ações de proteção a grupos minoritários, como negros, judeus e membros da comunidade LGBTQ+.

De acordo com a plataforma, as regras existentes já proíbem a disseminação de ideais relacionados ao neonazismo e aos supremacistas brancos. A novidade é que o app expandiu a aplicação de punições a ideologias correlatas, especificando que não vai tolerar supremacia masculina ou branca, nacionalismo, teorias de “genocídio branco” ou quaisquer declarações que tenham a ver com esses tópicos. 

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Quanto à comunidade LGBTQ+, a empresa detalhou que remove conteúdo que promova terapias de “cura gay” ou similares, além de falas que invalidem identidades não heteronormativas.  

Reprodução

TikTok detalha medidas de combate ao discurso de ódio na plataforma. Imagem: Bartolomiej Pietrzyk/Shutterstock

A equipe do TikTok explicou ainda que treina seus funcionários regularmente para que eles identifiquem o que é ou não ofensivo, incluindo termos, símbolos e estereótipos.

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“Nós reconhecemos (…) que a linguagem anteriormente utilizada para excluir e rebaixar certos grupos agora está sendo reivindicada por eles e usada como termos de empoderamento e contra-discurso”, diz o comunicado. “Estamos trabalhando para incorporar a evolução de expressões em nossas políticas e treinando nossas equipes de fiscalização para entender melhor esse tipo de conteúdo”.

Por fim, a rede social promete que os usuários poderão pedir revisão das regras aplicadas quando tiverem suas publicações removidas, algo pouco comum em outros aplicativos.

Episódio recente ilustra importância das medidas

Em agosto, uma corrente que viralizou no TikTok causou desconforto ao redor do mundo. Alguns usuários da plataforma, geralmente adolescentes, postaram vídeos nos quais fingiam ser vítimas do Holocausto, imitando hematomas com maquiagem e usando roupas que lembravam o uniforme utilizado pelos judeus nos campos de concentração. 

A brincadeira de mau-gosto repercutiu negativamente, levando a direção do museu de Auschwitz, na Polônia, a definir a corrente como “dolorosa e ofensiva”.

Em e-mail enviado ao Olhar Digital, o TikTok se posicionou contrário a esse tipo de vídeo e destacou que suspendeu a busca pela hashtag envolvida no caso. Confira a nota completa:

“Manter nossa comunidade segura é nossa maior prioridade. Nossas Diretrizes da Comunidade deixam claro que não toleramos conteúdo de discurso de ódio que vise qualquer indivíduo ou grupo com base em atributos protegidos. Bloqueamos preventivamente a capacidade dos usuários de pesquisar #holocaustchallenge no início desta semana e também estamos redirecionando quaisquer pesquisas por esta hashtag para nossas Diretrizes da Comunidade para educar ainda mais os usuários sobre nossas políticas e a comunidade inclusiva e de apoio que trabalhamos para promover no TikTok”.

Via: TikTok