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Como se não bastassem todos os problemas com o governo dos Estados Unidos, o TikTok agora se envolveu em mais uma questão de privacidade. O app foi pego coletando o endereço MAC dos celulares dos usuários no Android, o que é proibido pelos termos tanto do Google Play.
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O endereço MAC é um número identificador de dispositivos conectados a redes. Por serem únicos, eles permitem vinculá-los a algum usuário específico, permitindo formas mais direcionadas e invasivas de publicidade ou até mesmo outros usos mais escusos.
Como relata o Wall Street Journal, um estudo descobriu que cerca de 350 aplicativos driblaram as restrições implementadas por Apple e Google por meio de uma brecha nas regras, que faziam uso da informação para fins publicitários. Entre eles estava o TikTok, que teria interrompido a prática em novembro do ano passado, diante do aumento da pressão do governo dos Estados Unidos.
A notícia coloca ainda mais dúvidas sobre a lisura do TikTok, acusado por Donald Trump de coletar informações de usuários para repassá-las ao governo chinês, permitindo classificar o app como uma ameaça à soberania nacional.
O TikTok costuma se defender afirmando que não vai além do que faz um aplicativo social concorrente, como Facebook e Instagram. No entanto, a coleta do endereço MAC é uma prática que vai além do padrão do mercado, que já é bem marcado por atuar no limite da invasão de privacidade.
Com as dúvidas sobre o TikTok se agravando nos Estados Unidos, Trump já assinou uma ordem executiva que efetivamente deve banir o aplicativo no país a partir de 20 de setembro. A alternativa será a sua aquisição por uma empresa americana, que poderá responder pela coleta de dados no país. Até o momento, a Microsoft é a única empresa que fala abertamente sobre a possível fusão, mas ainda há muitas dúvidas sobre a viabilidade da conclusão de um negócio deste tamanho em tão pouco tempo.
A ByteDance, empresa chinesa responsável pelo TikTok, continua manifestando insatisfação contra as exigências do governo americano. A empresa já tentou acionar a Justiça dos Estados Unidos para tentar reverter a decisão, mas não é algo simples.