Acender as luzes ou colocar músicas para tocar utilizando comandos de voz era, até pouco tempo, algo visto apenas nos filmes. No entanto, com o passar dos anos e com a popularização dos assistentes virtuais, ligar ou controlar dispositivos eletrônicos pela casa vêm se tornando algo cada vez mais comum no cotidiano.

Quem popularizou o uso dos assistentes foi a Siri, a assistente virtual inteligente da Apple lançada oficialmente em outubro de 2011 em conjunto com o iPhone 4S. Porém, até chegar lá, é preciso entender como se deu a evolução do software responsável pela interação entre os assistentes e o usuário. O desenvolvimento de programas inteligentes começou lá atrás, mais precisamente no início da década de 60.

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Em 1962, a IBM apresentou um dispositivo pioneiro neste segmento. Batizado como ‘Shoebox’, o aparelho era do tamanho de uma caixa de sapatos, e além de reconhecer algumas palavras, também conseguia executar funções matemáticas.

Nos anos 70, a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), criou o ‘Harpy’. O software era mais avançado que o criado pela IBM, e se destacava por conseguir interpretar quase mil palavras.

Saltando para a década de 90, mais precisamente em 1993, alguns modelos de Macintosh já conseguiam usar reconhecimento de fala. A partir daí, no início dos anos 2000, o Google apresentou o ‘Google Voice Search’. O motor de buscas passou a reconhecer comandos de voz do usuário para fazer pesquisas na web.

Como funcionam e quais são os principais assistentes virtuais

Para funcionar, os assistentes virtuais utilizam softwares baseados em inteligência artificial, e geralmente, são utilizados em conjunto com outros dispositivos inteligentes. Esses gadgets, caso dos alto-falantes inteligentes, por exemplo, recebem comandos e conseguem realizar diferentes funções.

Já existe um nicho de mercado bastante popular especializado exatamente nesse tipo de dispositivo. Esse conjunto de aparelhos faz parte de um conceito conhecido como ‘Smart Home’ (em tradução livre, Casa Conectada).

Imagem: Amazon/ReproduçãoO principal objetivo de investir nesse conceito de casa inteligente é tentar simplificar o cotidiano, controlando desde a iluminação até o horário do despertador. Imagem: Amazon/Reprodução

Em outubro de 2019, a Amazon trouxe para o Brasil a Alexa, sua assistente inteligente. Além dela a gigante do varejo possui uma família completa de dispositivos integrados com a assistente virtual: os gadgets da linha Echo. Quem possui um desses aparelhos em casa pode pedir que a Alexa toque diferentes estilos de músicas ou faça pesquisas, por exemplo. As possibilidades de uso são diversas, e continuam evoluindo com os anos. Os dispositivos Echo podem ser adquiridos no varejo nacional partindo de R$ 350.

No caso do Google, seus aparelhos inteligentes também funcionam em conjunto com outros dispositivos, como o Chromecast. O sistema oferece diferentes possibilidades de automação, além de permitir que, assim como no caso dos concorrentes, o usuário controle outros gadgets com comandos de voz. No Brasil, é possível adquirir o Google Nest Mini por R$ 350.

Por fim, a Apple entrou no segmento em 2017 com o lançamento do Homepod. O dispositivo inteligente da Maçã utiliza a Siri. O alto-falante conta com integração com diferentes serviços como Apple Music, e também pode realizar ações como ajustar o despertador, ler notícias, apresentar a previsão de tempo, dentre outras funções. Lá fora, o gadget pode ser adquirido por U$ 299 (R$ 1.700)

Futuro cada vez mais interativo

Imagem: Apple/DivulgaçãoConsiderando os números referentes as assistentes virtuais nos EUA, um quarto da população utiliza algum serviço como esse em casa. Imagem: Apple/Divulgação

A tecnologia por trás dos assistentes inteligentes está cada vez mais próxima do pensamento de um ser humano. Considerando a história da computação, as interfaces de interação foram se tornando cada vez mais naturais. A tela e o teclado, por exemplo, deram o primeiro passo, em seguida o mouse e a interface gráfica facilitaram o uso dos computadores.

Atualmente, são as telas sensíveis ao toque que dão continuidade nesse processo de constante evolução. O próximo passo, provavelmente terá como base elementos baseados em realidade aumentada em conjunto com gestos e comandos de voz.