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Neste sábado (21), a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) mandaram para o espaço o Sentinel-6 Michael Freilich, considerado o maior satélite observador já lançado pela Terra. O equipamento ficará em órbita para poder acompanhar as consequências das mudanças climáticas do planeta, como o aumento do nível dos mares.

O satélite, que tem pouco mais de 5 metros de comprimento – e que lembra bastante uma casa –, foi enviado ao espaço a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX – empresa que também fez uma incursão recente à Estação Espacial Internacional com a missão Crew-1.

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O Sentinel-6 mapeará 95% do oceano sem gelo da Terra a cada 10 dias e fornecerá informações cruciais para a oceanografia operacional e estudos climáticos. Boa parte do trajeto do satélite é dentro da área de intensa radiação conhecida como Anomalia do Atlântico Sul. Por isso, engenheiros e pesquisadores submeteram o Sentinel-6 Michael Freilich a uma bateria de testes para garantir que a espaçonave sobrevivesse ao lançamento e ao ambiente hostil do espaço.

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Diversos testes foram feitos para garantir que o Sentinel-6 Michael Freilich pudesse sobreviver ao clima hostil do espaço. Foto: ESA/Bill Simpson

De acordo com a ESA, o nível do mar está em constante mudança. Segundo medições feitas pela agência, os oceanos têm aumentado, em média, 3,2 milímetros por ano. Por isso, segundo a Nasa, observar essas constantes alterações é importante para criar planos de segurança e garantir que pessoas que vivem próximas ao nível do mar estejam seguras. 

“Compreender e quantificar o que está acontecendo com o oceano é difícil de fazer, ele está mudando lentamente, mas está mudando. Entender a rapidez com que isso está acontecendo requer uma medição muito precisa e contínua”, declarou Parag Vaze, gerente de projeto da missão Sentinel-6.

Precisão de acompanhamento

O satélite enviado neste sábado não é o único com esse objetivo. Nos últimos 30 anos, uma série de outros equipamentos analisa o aumento do nível do mar. No entanto, isso não era feito com tanta precisão – pelo menos não com a mesma que o Sentinel-6 promete.

Quando chegar ao local que deve ficar, cerca de 1,3 mil quilômetros de altura, o satélite começará a medir, com base na distância entre seu corpo e a Terra, o tempo que um pulso de seu radar leva para refletir a superfície do nosso planeta. Com essa informação, será possível calcular o quão alta a superfície marítima se encontra, bem como qual sua rugosidade e até a velocidade do vento naquela região.

Incursão futura

Uma segunda espaçonave idêntica à Sentinel-6 Michael Freilich, a Sentinel-6B, será lançada em 2025 para continuar o trabalho após o término da missão principal de cinco anos e meio da unidade enviada atualmente. A missão adicionará uma década dos dados de satélite mais precisos já feitos sobre a altura do oceano. Ainda serão coletados dados sobre temperatura e umidade atmosféricas que ajudarão a melhorar as previsões do tempo, bem como os modelos atmosféricos e climáticos.