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Após mostrar interesse em ter soldados ciborgues em campo de batalha até 2050, agora o Exército dos Estados Unidos pretende desenvolver um sistema de computação que decodifique sinais cerebrais dos soldados. O objetivo é ter uma comunicação silenciosa durante conflitos e ainda auxiliar o guerreiro em possíveis ações de ataque.

O soldado do futuro contará com muito mais do que armamento de alto desempenho, mas também com equipamentos e tecnologias estratégicas para vencer qualquer batalha.

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Em busca deste foco, o órgão norte-americano já iniciou testes com macacos. Durante o experimento, os pesquisadores monitoraram os sinais cerebrais do animal enquanto ele tentava pegar uma bola repetida vezes. Esta etapa do processo ajuda os estudiosos a separar indicadores mentais de comportamento ou de movimento por meio de algoritmos e aritméticas.

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Testes para aumentar a tecnologia em campo de batalha já são realizados nos EUA. Créditos: Preechar Bowonkitwanchai/Shutterstock

Para que esta tecnologia seja finalizada e possa ser colocada em prática, o Escritório de Pesquisa do Exército (ARO, na sigla em inglês) prometeu gastar US$ 6,25 milhões nos próximos cinco anos, segundo o site Futurism. Além das Forças Armadas dos EUA, também estão envolvidos no projeto pesquisadores da Califórnia, Nova York, Oxford, entre outros.

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Objetivos com a tecnologia

A intenção é conseguir não só ler os sinais cerebrais dos homens em campo de batalha, mas também decodificá-los, segundo Hamid Krim, supervisor do ARO. Quando este objetivo for alcançado, o propósito é que um computador possa dar sugestões ao cérebro dos soldados, o que pode permitir ações corretivas ou mesmo movimentos que protejam a integridade física.

Outra vantagem do sistema seria avisar a equipe quando um dos companheiros estiver cansado mentalmente. Desta forma, o sistema pode sugerir uma pausa, garantindo a segurança não só do soldado, mas também de toda a missão.

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Futuro sistema poderá permitir conversa silenciosa entre soldados e outras vantagens. Créditos:Presslab/Shutterstock

Mas o grande foco de saber ler e interpretar estes sinais cerebrais é poder oferecer uma comunicação silenciosa em campo de batalha. O objetivo é que os homens das Forças Armadas possam conversar durante os conflitos apenas com a força do pensamento. Neste ponto, cabe destacar que a mesma tecnologia também poderia ser estendida ao cotidiano.

“Para que você e eu estejamos no mercado dentro do teatro e temos que … discutir uma coisa que estamos enfrentando. Falei principalmente com meu laptop – seu laptop pode estar em seu bolso, pode ser seu celular ou não importa – e aquele laptop fala com … o laptop de seu colega de equipe”, explicou Krim como poderá ser a logística do recurso.

Via: C4isrnet