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Quatro anos atrás a Kawasaki anunciou estar desenvolvendo um assistente virtual para motos, uma espécie de “Siri sobre rodas”. Demorou um pouco, mas os primeiros resultados do projeto finalmente foram apresentados ao público.

A montadora chama o estudo da interação entre um piloto e sua moto de “Rideology”, e afirma que a aplicação de inteligência artificial ao conceito poderá tornar possível a produção de “novos tipos de motocicletas de nova geração”.

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Como exemplo, a empresa cita uma motocicleta com comunicação bidirecional com o piloto, capaz de detectar seu comportamento e desenvolver respostas adequadas e únicas. Mas por enquanto, o que ela tem para mostrar é algo um pouco mais modesto.

Do que o assistente virtual para motos é capaz?

O primeiro recurso do assistente virtual para motos da Kawasaki é a comunicação de voz entre a motocicleta e o piloto, como no carro “K.I.T.T” do seriado “Supermáquina”. O piloto pode perguntar, por exemplo, como está o clima em seu destino ou quantos quilômetros poderá percorrer com o combustível que tem no tanque, e o assistente responde em voz alta.

O segundo recurso é chamado de “Visual Ride Playback”, que combina várias estatísticas coletadas durante a viagem, como velocidade, localização, inclinação do terreno e até mesmo vídeo de uma câmera no guidão. Tudo isso é apresentado de uma forma visual, com animações em 3D que facilitam compreender o que aconteceu nos vários pontos da viagem.

A Kawasaki não mencionou quando seu assistente virtual para motos estará no mercado, nem quanto irá custar. Mas a página do projeto em seu site afirma que “a integração destas funções e serviços está planejada para várias motocicletas que já estão atualmente à venda”. Ou seja, você não vai precisar trocar sua moto para poder conversar com ela.

Moto elétrica também está nos planos

Recentemente imagens de uma patente trouxeram detalhes sobre o desenvolvimento da moto elétrica da Kawasaki, a Endeavor. Os desenhos parecem indicar que a bateria e a unidade de controle da motocicleta serão fabricadas em uma instalação separada do resto do veículo. Os dois componentes serão enviados para um terceiro local – que pode ser já o revendedor – para só então serem instalados.

Outro detalhe é o diagrama de fiação da unidade de controle, que inclui acelerômetros e sensores de temperatura. Esses recursos podem tanto ser usados enquanto a moto está em movimento – para diagnosticar uma falha, por exemplo – quanto para monitorar a saúde da bateria durante o transporte, notificando a concessionária de qualquer dano ocorrido durante antes da entrega para o cliente. Também podem ser uma das fontes de informação para o assistente virtual.

A Kawasaki anunciou pela primeira vez sua intenção de desenvolver uma motocicleta elétrica no ano passado, durante o EICMA Milan Motorcycle Show 2019.

Entre os poucos detalhes revelados estão que o design é baseado em um quadro Kawasaki Ninja 650 com 4 marchas e que a moto possuirá um motor elétrico de 10 kW (13 HP) contínuo e 20 kW (27 HP) de pico. Um protótipo chegou a fazer algumas voltas num circuito preparado, mas desde então pouco foi divulgado oficialmente.