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O Ministério da Educação adotou duas medidas relacionadas à digitalização dos seus processos: uma diz respeito à entrada nas faculdades e universidades, outra à conclusão do Ensino Superior. Por um lado, o próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) servirá como piloto para a aplicação de uma prova digital. Por outro, todas as instituições federais de educação superior poderão emitir diplomas digitais.

A intenção do Inep, que é o responsável pelo Enem, é que o exame se torne totalmente digital até 2026. O anúncio foi feito pelo Coordenador Geral de Exames para Certificação do órgão, Eduardo Sousa, que explicou que 100 mil estudantes farão a prova na versão digital e que o resultado poderá ser usado para concorrer a vagas em faculdades e universidades. Ao todo, o Enem teve mais de 5,7 milhões de inscrições confirmadas.

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“Os participantes podem ficar tranquilos. Toda a estrutura que estamos preparando para o Enem digital vai seguir a mesma qualidade da aplicação regular, que é a aplicação em papel”, garante Sousa. A pandemia de Covid-19 forçou o MEC a antecipar suas discussões sobre o Enem digital, que começaram em 2016. O planejamento da aplicação do exame teve que se adequar às normas de biossegurança estipuladas pelo Ministério da Saúde e organismos internacionais.

No piloto, o sistema de correção da prova será utilizado também para identificar assimetrias entre as provas em papel e as provas feitas no computador. A ideia é que nenhum estudante seja beneficiado pelo formato do exame escolhido e que as provas tenham o mesmo nível de dificuldade.

Diploma digital

Para quem já está se formando, a digitalização vem na forma de desburocratização. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, lançou o serviço Diploma Digital, que permitirá a emissão e armazenamento do documento integralmente no formato eletrônico. A medida vale para todas as 69 universidades federais e as 41 instituições da rede federal de educação profissional e tecnológica.

Lançamento do serviço de emissão de Diploma Digital . Imagem: Maryanna Aguiar Abreu/MEC

As unidades de ensino têm até o fim de 2021 para começarem a emitir o diploma digital. A adoção da tecnologia também oferecerá maior autenticidade do documento, impedindo fraudes e falsificações. “Muitas universidades já têm essa certificação, mas nós temos que centralizar e, depois, inclusive, abrir para as privadas”, explica o ministro.

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As primeiras instituições de ensino a participarem da implantação do Diploma Digital foram a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Via: Ministério da Educação/Agência Brasil