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O Twitter baniu permanentemente a conta de Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (8). Na avaliação da plataforma, a conta @realDonaldTrump foi suspensa por promover “risco de mais incitação à violência”. Na quarta-feira (6), Trump foi bloqueada para novas publicações no decorrer da invasão de apoiadores do presidente ao Capitólio, em Washington.

Conta de Donald Trump no Twitter é bloqueada permanentemente. Imagem: Twitter/Reprodução

“No contexto dos eventos horríveis nesta semana, deixamos claro na quarta-feira que violações adicionais das Regras do Twitter potencialmente resultariam neste mesmo curso da ação”, disse a plataforma em comunicado no seu blog oficial.

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A rede social explica que contas de autoridades eleitas e líderes mundiais existem “para permitir que o público ouça diretamente” o que essas pessoas têm a dizer. “No entanto, há anos deixamos claro que essas contas não estão totalmente acima de nossas regras e não podem usar o Twitter para incitar a violência”, cita a plataforma.

A conta de Donald Trump possuía mais de 88.7 milhões de seguidores na plataforma. Na última quarta-feira, a conta foi suspensa por um período de 12 horas, mas foi reativada após a exclusão de tuítes que violavam a política de integridade física do Twitter. Segue ativa, porém, a conta @POTUS, que será transferida para a administração de Joe Biden, novo presidente eleito do país.

Conta @realDonaldTrump antes de ser banida do Twitter possuía mais de 88 milhões de seguidores. Imagem: Twitter/Reprodução

Banido no dia que voltou a usar o Twitter

Na manhã de hoje, Trump voltou à rede social e fez novas publicações. Em uma delas, ele fala diretamente com os seus eleitores e diz que eles “terão uma VOZ GIGANTE por muito tempo no futuro. Eles não serão desrespeitados ou tratados injustamente de nenhuma forma”.

Trump vem questionando o resultado das eleições presidenciais de novembro e pede recontagem de votos desde então. Em outra postagem, referindo-se ao novo presidente dos EUA, ele disse que não irá à posse em 20 de janeiro.

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Há anos, a plataforma enfrenta pressão de usuários, personalidades e até funcionários para remover Trump por espalhar notícias falsas e postagens com linguagem odiosa.

Na avaliação do Twitter, a declaração de não comparecimento “está sendo recebida por vários de seus apoiadores como mais uma confirmação de que a eleição não foi legítima e é vista como ele negando sua reivindicação anterior feita por meio de dois tweets” sobre a transição.

“Planos para futuros protestos armados já começaram a proliferar dentro e fora do Twitter, incluindo um ataque secundário proposto ao Capitólio dos EUA e aos edifícios do Capitólio estadual em 17 de janeiro de 2021”.

A rede social acredita que, com as publicações recentes, Trump pode inspirar “outras pessoas a replicar os atos violentos que ocorreram em 6 de janeiro de 2021”. A conta de Trump também foi banida indefinidamente do Facebook e Instagram.