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A Lime, empresa de mobilidade urbana e aluguel de patinetes, removeu todas as listagens de hotéis afiliados, ou que sejam propriedade de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos e em transição para deixar o cargo. A medida veio em resposta ao ataque ao Capitólio, em Washington, na última quarta-feira (6).

Na data, invasores forçaram a entrada do edifício federal para exigir que congressistas revertessem os resultados da eleições de novembro – das quais Trump saiu derrotado.

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Segundo o TechCrunch, a Lime conta com parcerias de apps hoteleiros e serviços de reserva de quartos – mais especificamente o TripActions, baseado em Palo Alto, Califórnia. Em matéria publicada no site, a Lime teria buscado a empresa citada e pedido que removesse as propriedades de Donald Trump das buscas feitas por seus funcionários em viagens corporativas.

Basicamente, colaboradores da Lime não mais poderão se hospedar em hotéis de Trump em caso de viagens pela empresa.

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A empresa de mobilidade urbana Lime não quer mais ter qualquer relação com as propriedades comerciais de Donald Trump. Imagem: Alena Veasey/Shutterstock

O e-mail do CEO da Lime para funcionários

A situação vai um pouco mais além: um e-mail mostrado ao site revela que a Lime encoraja a TtripActions a fazer o mesmo com outras empresas com quem tenha parceria, efetivamente banindo o nome do futuro ex-presidente dos EUA de qualquer listagem. A TripActions não comentou sobre o assunto e não informou se pretende acatar a sugestão.

“Ainda que algumas startups argumentem que nunca devemos assumir lados políticos, nós sempre entendemos que o trabalho que conduzimos aqui na Lime é inerentemente político”, disse o CEO da empresa, Wayne Ting, em um e-mail para seus funcionários.

“Nós estamos nos posicionando e firmando nossa posição naquilo que acreditamos ser o certo, porque essa é a coisa certa a ser feita. E nós estamos avaliando formas de assegurar que nossas ações — e nossos dólares — não apóiem aqueles que são complacentes com este ataque à nossa democracia”, disse Ting.

O e-mail ainda chama os invasores de “supremacistas brancos”, “neonazistas” e “teóricos de conspirações”. Também reafirma o posicionamento da Lime de não fazer nenhum tipo de doação a congressistas que tenham favorecido os ataques ao Capitólio, onde pelo menos cinco pessoas morreram. O material cita, nominalmente, diversas propriedades atreladas a Donald Trump, não se limitando apenas à marca Trump Hotels, mas também mencionando os Trump Resorts e os residenciais Trump Towers.

Fonte: TechCrunch