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Ao que parece, vários usuários da rede social Parler estavam entre as pessoas que conseguiram invadir o prédio do Capitólio dos Estados Unidos na semana passada. Essa identificação foi possível graças aos dados compilados antes da rede social ser tirada do ar na última segunda-feira (11).  

A partir dos metadados de GPS vinculados a 618 vídeos postados na plataforma no dia da invasão em Washington, o site Gizmodo mapeou a localização dos indivíduos responsáveis pelo envio dos clipes.  

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Durante o dia da invasão, os usuários do Parler utilizaram suas contas para documentar todo o caminho percorrido entre o National Mall e o Capitólio.

A localização precisa dos indivíduos dentro do prédio pode ser difícil de determinar, já que não é possível saber em quais andares as pessoas estavam.  

Gráfico feito pelo site Gizmodo mostra localização dos vídeos que foram compartilhados no Parler. Foto: Dhruv Mehrota / Gizmodo

Apesar disso, alguns dos pontos mostrados no mapa podem ser facilmente identificados pelas autoridades. O usuário mais ao centro da imagem, por exemplo, está ligado a um vídeo que mostra manifestantes gritando obscenidades sobre a presidente da Câmara, Nancy Pelosi.  

Outros dados nas proximidades podem estar ligados a vídeos de pessoas invadindo escritórios, tomando escadarias e lotando corredores do prédio.  

O FBI se recusou a fornecer qualquer informação sobre os materiais que serão usados como parte da investigação que está em andamento. No entanto, de acordo com uma pessoa ligada diretamente ao caso, as autoridades estão em busca de dados precisos de GPS do aplicativo Parler para identificar os envolvidos no incidente.  

Como citado, essas informações já foram coletadas e compiladas por uma hacker, identificada no Twitter como @donk_enby. Em uma entrevista, ela disse que conseguiu obter evidências “muito incriminatórias” ligadas à multidão de usuários da rede social que estava envolvida na invasão.  

Ela ainda afirma que conseguiu compilar mais de 99% de todas as postagens públicas do Parler, incluindo os vídeos com dados de localização dos usuários.

Ao contrário da maioria de seus concorrentes, a rede social aparentemente não tinha nenhum mecanismo para retirar metadados confidenciais dos vídeos de seus usuários antes de publicá-los online.  

Autoridades começaram investigações em todo os Estados Unidos com o objetivo de localizar os suspeitos que participaram do cerco. Até o momento, os esforços resultaram em 20 detenções, dentre elas, está um homem acusado de levar armas e munição para a invasão com o objetivo de matar Pelosi. 

Via: Gizmodo