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Na quinta-feira (14), o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DOD) incluiu nove empresas chinesas em uma lista de companhias acusadas de apoiarem ou serem controladas pelos militares da China. Com isso, todas elas deverão sofrer duras restrições e podem até ser banidas dos investimentos americanos.

Segundo publicação do órgão americano, as empresas Xiaomi, Luokong (LCKO), Avanced Micro-Fabrication (AMEC), Commercial Aircraft Corporation of China (COMAC), China National Aviation Holding (CNAH), Global Tone (GTCOM), Grand China Air (GCAC), GOWIN e Zhongguancun Development Investment Center foram incluidas à lista, que já contava com 35 empresas.

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O documento afirma ainda que o DOD está “determinado em destacar e combater a estratégia de desenvolvimento Fusão Civil-Militar da República Popular da China”.

No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, lembrou que a indústria americana possui uma longa história de relações civis-militares, acusando o governo Trumpista de “padrões duplos” e “bullying”.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Durante todo seu mandato, Trump adotou diversas medidas restritivas ao comércio chinês. Foto: Frederic Legrand – COMEO/Shutterstock

A medida é apenas mais uma das diversas ações que o governo de Trump adotou contra empresas chinesas durante sua “queda de braço” com o país asiático. Na semana passada, por exemplo, uma ordem executiva do presidente americano quase obrigou a Bolsa de Valores de Nova York a retirar as ações da China Mobile, China Telecom e China Unicom.

Resposta da Xiaomi

A medida do governo de Trump refletiu “no bolso” da Xiaomi. A inclusão na lista da DOD fez com que a empresa — que recentemente ultrapassou a Apple e tornou-se a terceira maior fabricante de celulares do mundo — observasse uma queda de mais de 10% de suas ações em Hong Kong nesta sexta-feira (15).

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Em comunicado, a companhia chinesa negou que é propriedade ou controlada pelos militares chineses.

“A empresa confirma que não pertence, é controlada ou afiliada aos militares chineses e não é uma ‘Companhia Militar Comunista da China’ definida pela [Lei de Autorização de Defesa Nacional]”, disse a nota.

A Xiaomi acrescentou ainda que “tomará medidas adequadas” visando a proteção dos interesses da empresa e de seus acionistas.

Via: CNN