A rede social Wimkin, autoproclamada “sem censuras” e “a favor do live discurso”, teve seu aplicativo dedicado banido da App Store pela Apple, como levantou o Wall Street Journal. A aplicação ainda está presente, porém, na Play Store do Google.

A razão do banimento do Wimkin pela Apple é a veiculação de conteúdo violento ou de incitação à violência. Especificamente, o banimento cita diversos posts que convocavam usuários para manifestações violentas relacionadas a uma “Marcha da Milícia de Um Milhão”, nos EUA, que pode ser realizada durante o evento de inauguração do mandato presidencial de Joe Biden.

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Segundo relatou o dono da Wimkin, Jason Sheppard, outros posts marcados incluíam pedidos de prisão para o vice-presidente em fim de mandato Mike Pence, além de menções a uma “segunda Guerra Civil”.

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Rede social Wimkin define-se como “100% não censurada”, mas falta de moderação contra postagens de incentivo à violência lhe renderam um banimento da App Store da Apple. Imagem: Wimkin/Divulgação

O fundador da Wimkin disse que seu time de moderação “cuidou” das postagens ofensivas no instante em que elas foram denunciadas à plataforma, ressaltando que sua equipe está posicionada não para “checagem de fatos”, mas sim para “manter as pessoas seguras”. Mais além, ele ainda afirmou ao jornal que está adicionando ferramentas de moderação automática, assinalando palavras-chave como “assassinato” ou “matança” para que postagens que as contenham sejam barradas diretamente.

Apple achou medidas da Wimkin insuficientes

Para a Apple, porém, essas medidas foram consideradas insuficientes para satisfazer os seus termos de uso, que preveem a remoção de qualquer app que traga incentivo à violência pública. “Eu não posso culpá-los por avaliar dessa forma”, disse Sheppard sobre o comitê de avaliação da App Store. “Eu só queria que eles nos dessem uma chance”.

A Wimkin agora se junta ao Parler, que também foi removido de diversos sistemas de comércio digital na última semana. Os motivos também relacionam usuários da extrema-direita, apoiadores do presidente em fim de exercício, Donald Trump, que postaram conteúdos de incentivo à violência e celebraram a invasão ao Capitólio, em Washington, no último dia 6. Na ocasião, ao menos cinco pessoas morreram.

Tal qual o Parler, a Apple disse que o Wimkin pode voltar à App Store caso crie mecanismos que coloquem a rede social em total concordância com os termos de uso da loja virtual. Ao contrário da rede fundada por John Matze, o Wimkin ainda pode ser acessado via browser.

Fonte: Wall Street Journal