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A novela da mudança nos termos de serviço do WhatsApp continua. O Ministério da Tecnologia da Índia enviou um e-mail ao diretor do WhatsApp, Will Cathcart, para expressar “grave preocupação quanto às implicações” da nova política de privacidade da plataforma “para a escolha e a autonomia dos cidadãos indianos”. O órgão pede que as mudanças propostas sejam revogadas.

O Ministério quer mais detalhes sobre o acordo de compartilhamento de dados entre o Facebook e outras empresas comerciais. Além disso, pergunta por que os usuários da Europa não estão sujeitos aos novos termos, mas na Índia sua aceitação é obrigatória.

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“Esse tratamento diferente é prejudicial aos interesses dos usuários indianos. O Governo da Índia tem responsabilidade soberana perante seus cidadãos de garantir que seus interesses não sejam comprometidos. Por isso, convoca o WhatsApp a responder às questões levantadas nesta carta”, diz a mensagem, obtida pelo TechCrunch.

WhatsApp dá prazo limitado para novos termos de serviço

Como inicialmente proposto, os usuários do WhatsApp tinham até 8 de fevereiro para aceitar os novos termos de serviço ou não poderiam mais usar o app. “Essa abordagem ‘tudo ou nada’ tira a escolha das mãos dos usuários indianos. Ela se aproveita da significância social do WhatsApp para forçar os usuários a um acordo que pode infringir seus interesses em relação à privacidade e à segurança de suas informações.” 

A controvérsia que surgiu com a nova medida levou a uma debandada de usuários para serviços que garante a privacidade dos usuários, como o Telegram e o Signal. Então, a vigência dos novos termos do WhatsApp foi alterada: agora, eles só passam a valer a partir de 15 de maio.

Ao anunciar a mudança, a plataforma lembrou que um de seus princípios é a privacidade e que os novos termos de serviço foram mal compreendidos. Os usuários terão novas opções para interagir com empresas no WhatsApp e a rede vai oferecer mais transparência sobre como os dados dessas interações serão coletados e usados.

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O aplicativo promete que ninguém terá sua conta excluída ou suspensa em 8 de fevereiro. Além disso, se compromete a fazer “muito mais” para desfazer o mal-entendido sobre como a privacidade e a segurança funcionam em seus domínios. Na Índia, o serviço publicou anúncios na primeira página de vários jornais para afirmar que “respeita e protege” a privacidade dos usuários.

Fonte: TechCrunch