De acordo com um estudo divulgado na última quarta-feira (13) pelo The New England Journal of Medicine, a vacina desenvolvida pela farmacêutica Janssen, da Jonhson & Johson, induz a resposta do sistema imunológico contra a Covid-19.

“Uma dose única induziu uma forte resposta na maioria dos receptores da vacina, com a presença de anticorpos neutralizantes em mais de 90% dos participantes”, concluiu o estudo. Em 71 dias após aplicação da vacina, os anticorpos estabilizaram.

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Diferente de outras vacinas que necessitam de duas doses para garantir a imunização, a desenvolvida pela Johnson & Johnson obteve resultados positivos com apenas uma dose. Uma característica importante que pode ajudar a acelerar o processo de imunização contra o coronavírus.

Covid-19: plano de vacinação deve ser completado apenas em 2022
Vacina da Johnson & Johnson pode causar reações leves. Foto: idvan_celik/iStock

Efeitos colaterais da vacina

No grupo de 805 pessoas que receberam o imunizante recentemente, foram relatadas apenas reações leves, como fadiga, dores de cabeça e dor no local da aplicação da vacina. Todos os participantes se recuperaram rapidamente dos efeitos adversos.

Dos participantes, cerca de 90% desenvolveram anticorpos contra a Covid-19 dentro de 30 dias após receberem a vacina. Esse número chegou a 100% após 57 dias de testes. Vale ressaltar que os resultados englobam pessoas de diferentes idades e que receberam dosagens diferentes do imunizante da Johnson & Johnson.

O Brasil está na lista de países onde a farmacêutica Janssen está testando sua vacina. Os dados referentes a terceira fase de testes, com 7 mil participantes conduzidos em agosto do ano passado, revelaram que o imunizante é, de fato, eficaz contra a Covid-19.

De acordo com o Ministério da Saúde, o governo pretende adquirir 38 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Johnson & Johnson. Cerca de 3 milhões de doses podem ser disponibilizadas entre abril e junho, seguidas por mais 8 milhões de doses ainda em 2021. Já o pacote final, com 27 milhões de doses, só deve chegar ao Brasil em 2022.

Fonte: Estadão, The New England Journal of Medicine