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A agência espacial dos EUA (Nasa) já sabe qual foi a causa da falha que levou ao encerramento prematuro de um teste do núcleo do Space Launch System (SLS), foguete que levará astronautas à Lua nas missões do programa Artemis.

O teste ocorreu o último sábado (16). Ainda preso ao solo, o foguete deveria acionar seus quatro propulsores por 485 segundos, tempo equivalente ao de uma missão real. Entretanto, um mecanismo de segurança desligou os motores após 67 segundos.

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Segundo a Nasa, o foguete e seus propulsores estão em “excelentes condições”. O desligamento teria ocorrido não por um problema mecânico, mas sim por “parâmetros de teste propositalmente conservadores, que foram definidos para garantir a segurança do núcleo do foguete durante o teste”.

Visão aérea do teste do foguete SLS pouco antes da falha. Imagem: Nasa
Visão aérea do teste do SLS. Imagem: Nasa

Os parâmetros em questão são relacionados ao sistema hidráulico, que move os propulsores para mudar a direção do foguete durante o voo. A agência garante que se o mesmo problema ocorresse durante uma missão real, o SLS seria capaz de completá-la sem problemas.

Outra falha no foguete

O foguete também registrou um erro conhecido como “Major Component Failure” (MCF, Falha em Componente Principal) que ocorreu 1,5 segundos após o acionamento dos motores. Mas segundo oficiais da Nasa, este erro não contribuiu para o desligamento e pode ser apenas uma falha de instrumentação no motor número 4.

A equipe do SLS vai continuar a investigar o erro MCF, além de relatos de um “flash” visto perto dos motores no momento do desligamento. Até o momento, uma inspeção visual e dados de sensores não mostraram nenhuma anomalia.

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Atraso nos planos

O programa Artemis tem um cronograma “apertado”. Na missão Artemis I, prevista para este ano, uma cápsula Orion não tripulada será levada até a Lua. Na Artemis II, planejada para 2023, a cápsula será tripulada, mas não irá pousar em nosso satélite. O pouso na Lua só deverá acontecer em 2024, com a Artemis III.

Mas estas datas devem ser adiadas. Um relatório oficial afirma que a agência espacial norte-americana já ultrapassou seu orçamento inicial, e por isso precisaria solicitar mais 28 bilhões de dólares para o governo norte-americano, entre 2021 e 2025, para cumprir com o cronograma atual. O relatório também indica um atraso no cronograma de fabricação do foguete SLS e da cápsula tripulada Orion, pela falta de recursos.

Apesar disso, a Nasa segue em frente. Em 10 de dezembro o então presidente dos EUA, Mike Pence, apresentou os 18 astronautas selecionados para o programa: Joseph M. Acaba, Kayla J. Barron, Raja Chari, Matthew S. Dominick, Victor J. Glover, Warren Hoburg, Jonathan Kim, Christina H. Koch, Kjell N. Lindgren, Nicole A. Mann, Anne C. McClain, Jessica U. Meir, Jasmin Moghbeli, Kathleen Rubins, Francisco C. Rubio, Scott D. Tingle, Jessica A. Watkins e Stephanie D. Wilson.

Alguns são “figurinhas conhecidas” por quem acompanha o programa espacial norte-americano. Victor J. Glover decolou recentemente a bordo da Crew-1, primeira missão tripulada regular da SpaceX a serviço da Nasa, e se tornou o primeiro homem negro na Estação Espacial Internacional (ISS).

Kathleen Rubins também está a bordo da ISS, e foi a primeira pessoa a sequenciar uma cadeia de DNA no espaço. Christina H. Koch e Jessica U. Meir, melhores amigas, realizaram no ano passado a primeira caminhada espacial com uma equipe totalmente feminina. Christina é a recordista feminina de permanência no espaço, com 328 dias em órbita.

Segundo a Nasa, esta é apenas a primeira equipe de astronautas do programa Artemis, e muitas outras virão. A agência espera estabelecer uma “presença permanente” em nosso satélite até o final desta década.

Fonte: Space.com

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