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A SpaceX deu mais um passo em seu “projeto Starship” ao comprar duas plataformas de petróleo que serão convertidas em rampas de lançamento flutuantes. As embarcações foram adquiridas pela empresa de Elon Musk em julho do ano passado, por US$ 3,5 milhões cada.

De acordo com a CNBC, as plataformas estão no porto de Brownsville, região sul do Texas, nos Estados Unidos. O local é próximo às instalações onde os protótipos da Starship estão sendo desenvolvidos.

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Atualmente, as espaçonaves estão sendo lançadas de uma plataforma em Boca Chica, também no Texas. A expectativa é que as operações sejam remanejadas para as plataformas flutuantes quando entrarem em operação.

As plataformas de petróleo são categorizadas como “semi-submersíveis de água ultraprofunda”, e foram renomeadas pela SpaceX como Deimos e Phoibos, nomes de duas luas de Marte e também dos deuses do terror e do medo na mitologia grega. Ambas pertenciam à Valaris, maior proprietária de plataformas petrolíferas do mundo. A empresa entrou em concordata um mês após a negociação.

Espaçonave Starship deve ser lançada da instalação flutuante planejada pela SpaceX. Na foto, o protótipo SN8 durante seu lançamento. Crédito: SpaceX/Flickr

Recentemente, a SpaceX tem publicado anúncios de vagas de emprego relacionadas à criação de um “espaçoporto” em suas instalações no Texas. Até o momento, foram divulgadas posições para um engenheiro de operações offshore e um gerente de desenvolvimento com experiência em resorts.

Starship: rumo a Marte

A Starship é a espaçonave que está sendo desenvolvida pela SpaceX para levar pessoas a Marte em 2026, ou antes. Em sua decolagem, a Starship será impulsionada por um foguete Falcon Super Heavy, também da companhia de Elon Musk.

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Os dois veículos serão totalmente reutilizáveis: o foguete retornará à Terra logo após a decolagem e a espaçonave será capaz de voar entre as órbitas da Terra e de Marte, afirmou Musk.

Segundo o empresário, o objetivo é construir 100 unidades da Starship por ano, para enviar cerca de 100 mil pessoas da Terra a Marte sempre que as órbitas dos planetas se alinharem favoravelmente, algo que acontece uma vez a cada dois anos. O objetivo é ter uma colônia com 1 milhão de habitantes no planeta já em 2050.

Via TechCrunch