Após início da vacinação contra Covid-19 no domingo (17), o Brasil está conseguindo rapidamente colocar as poucas doses disponíveis nos braços das pessoas. Em questão de cinco dias, foram mais de 400 mil pessoas a receber uma aplicação da CoronaVac, a única que já está em ampla distribuição no país.

A informação vem do consórcio de veículos de imprensa com base nas informações reveladas por 11 estados (Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo). Considerando que mais da metade dos estados brasileiros não reportou os dados, o número real deve ser ainda maior.

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O número ainda é pequeno dentro das ambições do Ministério da Saúde, que prevê uma primeira fase de vacinação para grupos prioritários com um total de 14,8 milhões de pessoas que devem receber duas doses cada. No entanto, chama a atenção a velocidade com que a marca foi atingida; em menos de uma semana, o número de vacinados já é quase o dobro do número de óbitos por Covid-19 no país.

Brasil ainda tem poucos vacinados, mas ritmo é superior a de potências. Imagem: Our World In Data

Uma breve comparação mostra que o Brasil está avançando na vacinação em um ritmo satisfatório, se comparado a outras potências. Segundo o banco de dados Our World in Data, países europeus com mais poder econômico estão sofrendo mais para vacinar sua população; a Alemanha, por exemplo, começou a vacinar em 26 de dezembro, mas demorou até 6 de janeiro para superar a marca de 400 mil. Situação similar vive a França, que começou no dia 4 de janeiro, mas só foi romper os 400 mil no dia 16.

Também há os que foram melhor, no entanto. Os Estados Unidos, com muitas doses disponíveis, hoje lideram o ranking com mais de 16 milhões de aplicações até o momento, seguidos de perto pela China. Proporcionalmente, no entanto, o destaque vai para Israel, que já imunizou cerca de 40% da população do país.

A preocupação agora é com o fluxo de doses para o país. Com apenas 12,8 milhões de doses aprovadas para distribuição no Brasil, é provável que elas se esgotem rapidamente. O país está na dependência de insumos que estão paradas na China para o processamento local das vacinas, mas até o momento não há uma previsão de quando isso acontecerá.

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