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Desembarcaram no Brasil nesta sexta-feira (22) as 2 milhões de doses da vacina de Oxford  contra Covid-19 encomendadas da Índia pelo governo federal. As vacinas chegam ao país após um desentendimento sobre a data de entrega, com um mal estar diplomático causado pelo estardalhaço do governo brasileiro.

A carga desembarcou no Brasil no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, mas agora será encaminhada para o Rio de Janeiro, onde será recebida pela Fiocruz e então distribuída proporcionalmente a todos os estados brasileiros.

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Originalmente, o plano seria enviar um avião à Índia na última sexta-feira (15) para ter as vacinas prontas para aplicação no domingo (17). No entanto, o país ainda não havia iniciado sua própria vacinação interna, e o governo indiano pediu mais tempo para realizar a entrega, que acabou atrasando. A Índia ainda começou a realizar entregas para outros países aliados na região antes de cumprir o acordo com o governo.

Com a chegada de mais 2 milhões de doses da vacina de Oxford, será possível aumentar em 1 milhão a base de vacinados, pressupondo uma distribuição de duas doses por pessoa, como recomendado na bula. Elas se juntarão aos 6 milhões de doses da CoronaVac já em distribuição e a outras 4,8 milhões que receberam aprovação da Anvisa nesta sexta-feira. Somando tudo, seriam 12,8 milhões de doses no primeiro momento.

O Programa Nacional de Imunizações prevê que a primeira fase da vacinação será destinada a profissionais da saúde, ao mesmo tempo em que estão inclusos idosos com mais 75 anos ou com mais de 60 anos que estejam institucionalizados (em asilos), além de grupos indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas. O Ministério da Saúde estima que este grupo inclua 14,8 milhões de pessoas, o que requererá 31,2 milhões de doses (presumindo perda operacional de 5%). Assim, as doses disponíveis representam pouco mais de um terço do necessário para a primeira fase.

O governo contava com vacinas processadas localmente, pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz, para alavancar a disponibilidade de vacina contra Covid-19 no Brasil. No entanto, os insumos previstos para a produção tanto mais doses da CoronaVac, quanto da vacina de Oxford, estão retidos na China, ainda sem previsão de liberação.

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