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A empresa farmacêutica norte-americana Eli Lily anunciou que irá solicitar à FDA (Food and Drug Administration, órgão do governo dos EUA que regulamenta a indústria farmacêutica) autorização para uso de um medicamento baseado em anticorpos chamado bamlanivimab na prevenção de casos de Covid-19.

A droga demonstrou eficácia de 57% na prevenção de casos de Covid-19 entre residentes e funcionários de casas de repouso oito semanas após uma dose, em comparação a um placebo. Segundo a empresa o efeito foi mais notável nos residentes, com uma redução de 80% no risco de infecção.

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Os resultados são referentes a um estudo de Fase 3 com 5.000 pessoas em casas de repouso que tiveram um caso de Covid-19 diagnosticado recentemente, o que coloca os moradores e equipe sob risco de exposição ao vírus.

Bamlanivimab se mostrou eficaz na redução de casos em pessoas expostas ao vírus Sars-Cov-2
Bamlanivimab se mostrou eficaz na redução de casos em pessoas expostas ao vírus Sars-Cov-2 (acima)

Depois que um caso era diagnosticado, uma infusão intravenosa de bamlanivimab era oferecida aos outros residentes e equipe que pudessem ter sido expostos ao vírus. Nas pessoas que foram diagnosticadas com a doença, o estudo analisou se a droga era eficaz como uma forma de tratamento.

Os resultados publicados são relacionados a 299 residentes e 666 funcionários, num total de 965 pessoas. Entre os residentes, quatro pessoas contraíram a doença e morreram dela, e todas haviam recebido o placebo. Nenhum dos residentes que recebeu o medicamento como prevenção morreu da doença, disse o laboratório.

Os efeitos colaterais são “consistentes com o visto em estudos anteriores”, e incluem náusea, tontura e dores de cabeça em um pequeno percentual dos pacientes. Vale lembrar que o bamlanivimab não é um substituto para uma vacina, mas sim uma forma de evitar o contágio em pessoas e profissionais que ainda não foram vacinados.

O governo dos EUA fechou um acordo com a Eli Lily para comprar 950 mil doses do bamlanivimab por cerca de US$ 1,2 bilhões (R$ 6,4 bilhões), e distribuí-las gratuitamente para os pacientes.

Fonte: The Wall Street Journal