Uma investigação na Itália pretende apurar a morte de uma criança de 10 anos por asfixia. A fatalidade traz à tona o debate sobre a proteção de menores e a regulamentação das redes sociais, já que o aciente foi causado durante a realização de um desafio promovido por usuários do TikTok.

O incidente ocorreu na quarta-feira (20), quando a menina Antonella foi até o banheiro de casa para gravar o “desafio de blackout”. A atividade consiste em colocar um cinto ou um cachecol ao redor do pescoço e prender a respiração pelo maior tempo possível.

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Uma das irmãs mais novas da criança a encontrou inconsciente. Os pais levaram Antonella até o hospital pediátrico Di Cristina, em Palermo, mas ela entrou em coma e não sobreviveu.

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Desafio compartilhado no TikTok é conhecido na Europa e já fez outras vítimas fatais. Imagem: kovop58/Shutterstock

Em declaração ao la Repubblica, o pai Angelo Sicomero disse que ele e sua mulher não sabiam que a menina participava dessa brincadeira. “Eu sabia que ela usava o TikTok para fazer coreografias, para ver vídeos, mas como eu poderia imaginar essa atrocidade?”, pondera.

O Ministério Público italiano investiga a possibilidade de “incitação ao suicídio” na rede social. Os detetives apreenderam o telefone celular de Antonella e querem descobrir se alguém a incentivou a fazer o desafio.

Proteção de menores nas redes sociais

Em nota, o TikTok afirma que “a segurança da comunidade TikTok é nossa prioridade absoluta e nós estamos à disposição das autoridades competentes para colaborar com a investigação”. A morte de Antonella aumentou as discussões sobre temas como a regulamentação das redes sociais na Itália. Licia Rozulli, presidente de uma comissão de proteção da infância, avalia que “as redes sociais não podem se transformar em uma selva onde tudo é permitido”.

Não é a primeira vez que o TikTok é alvo de investigação na Itália. Em 2019, a rede social foi processada por “falta de atenção à proteção de menores” e “facilidade de contornar a proibição de inscrição de crianças” na plataforma.

Via: UOL, la Repubblica