EnglishPortugueseSpanish

As atenções do planeta têm convergido para alternativas sustentáveis, principalmente quando o assunto é energia renovável. Uma das ideias para o segmento é a produção de hidrogênio verde a partir de nanomateriais de alto desempenho.

O hidrogênio verde é uma importante fonte de energia limpa. Além de sua produção não depender de combustíveis fósseis — ele utiliza apenas energias hidrelétrica, eólica ou solar —, ele pode fornecer energia para diversos setores, como os de contrução e transporte, por exemplo.

publicidade

Pesquisadores do Institut National de la Recherche Scientifique (INRS) em conjunto com especialistas do Institute of Chemistry and Processes for Energy, Environment and Health (ICPEES) acabam de publicar um estudo sobre o tema. A publicação escolhida foi a revista Solar Energy Materials and Solar Cells.

Para otimizar o processo de produção do hidrogênio verde por meio de energia hidrelétrica, os pesquisadores incorporaram eletrodos nanoestruturados fotossensíveis à luz solar. “Graças aos nanomateriais de alto desempenho, podemos melhorar a eficiência da dissociação da água para produzir hidrogênio”, afirma My Ali El Khakan, professor do INRS.

Molécula de água
Hidrogênio verde pode ser obtido pela dissociação da água. Foto: Egorov Artem/Shutterstock

Experimentos

O hidrogênio verde pode ser obtido por meio da eletrólise, que ocorre na geração de energia hidrelétrica. O problema é que eletrolisadores industriais são muito caros e consumem muita energia. Os cientistas, então, escolheram usar eletrodos nanoestruturados para dividir as moléculas de água a partir da luz solar — processo conhecido como fotocatálise.

Para isso, eles selecionaram o dióxido de titânio como material base, já que o composto é conhecido por ser um semicondutor sensível à luz ultravioleta. Os pesquisadores alteraram a composição atômica do ingrediente para aumentar a fotossensibilidade à luz para 50%. Em seguida, nanoestruturaram os eletrodos como colmeias, o que multiplica em 100 mil vezes (ou mais) a área útil do material.

publicidade
Eletrodos foram estruturados em colmeias para ampliar suas áreas úteis. Foto: INRS/Divulgação

Os pesquisadores também adicionaram óxido de cobalto à estrutura. Isso ajudou a aumentar a eficácia fotocatalítica em dez vezes na comparação com nanotubos sem o componente. Por fim, os cientistas distribuíram as nanopartículas catalisadoras nos nanotubos de dióxido de titânio e conseguiram aumentar suas capacidades de produção de hidrogênio a partir de técnicas de deposição por ablação a laser.

A descoberta foi celebrada pelos pesquisadores como um grande passo rumo a um futuro livre de carbono. Tomara que eles estejam certos!

Via: Tech Times