O Brasil pode ser palco para o desenvolvimento de uma nova vacina contra a Covid-19. Trata-se da Finovac, vacina em criação na Finlândia, que teve resultados promissores em testes com animais. Cientistas finlandeses procuraram o país para estabelecer uma parceria para produção do imunizante.

A ideia é realizar testes de fase 3 no Brasil, provavelmente em junho ou julho, e negociar a transferência de tecnologia e produção local, segundo reporta O Globo. Para tal, os desenvolvedores da vacina – da Universidade de Helsinque e da University of Eastern Finland – estão em busca de fontes de financiamento para os testes e de instituições parcerias no país.

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O pedido de parceria foi encaminhado pelo Ministério das Relações Exteriores para o Ministério da Saúde, na última quinta-feira (21), e para a Fiocruz, no dia seguinte. Esta, terá um prazo de uma semana para responder sobre a proposta.

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Cientistas finlandeses procuraram o Brasil para estabelecer uma parceria para produção da Finovac. Foto: UDOM PINYO/Shutterstock

Como dois outros países teriam manifestado interesse em participar, a embaixada pede “ação urgente” sobre o assunto. O documento diz ainda que o imunizante “tem tecnologia mais simples e estabelecida que as novas técnicas de vacina com base em RNA” e “não requer uma cadeia logística de temperaturas baixíssimas”.

Compra de vacinas da Covid-19 por empresas privadas

Enquanto a Fiocruz não se posiciona sobre a parceria com a Finlândia, o Governo Federal deu seu aval, em carta à AstraZeneca, para que um grupo de empresas privadas brasileiras adquiram um lote de 33 milhões de doses da vacina Covishield, conhecida como a “vacina de Oxford”.

Para que a operação aconteça, algumas condições têm de ser cumpridas. A mais importante é que metade do lote (16,5 milhões de doses) deverá ser doado ao SUS. É o suficiente para imunizar 8,25 milhões de pessoas.

Além disso, as empresas devem implementar um sistema de rastreamento das vacinas, não poderão vender as doses e deverão aplicá-las de graça em seus funcionários. Também deverão conseguir uma autorização para importação e para uso emergencial junto à Anvisa.

Via: O Globo

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