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Recentemente, um grupo de arqueólogos egípcios descobriu um cemitério inexplorado com 3 mil anos na necrópole de Saqqara, no sul do Cairo. Agora, eles se preparam para abrir o cemitério para fins de estudo.  

Ao todo, são 52 poços de sepultamento agrupados perto da pirâmide do Faraó Teti. A entrada para o local foi encontrada enquanto os arqueólogos se preparavam para anunciar algumas descobertas feitas no local, como túmulos de líderes militares e pessoas do alto escalão.  

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Além disso, em meio às descobertas, está o nome da dona de um elaborado templo mortuário próximo à pirâmide de Teti. Os especialistas indicam que o local pertenceu a Narat ou Naert, a rainha do faraó.  

“Eu nunca tinha ouvido falar dessa rainha antes. Portanto, adicionamos um importante pedaço da história egípcia sobre esta rainha”, disse Zahi Hawass, um dos arqueólogos responsáveis pela descoberta.  

O templo da rainha fica próximo à pirâmide se seu marido. Juntos, eles fundaram a última dinastia do Antigo Egito. Após 150 anos, o país entrou no caos político que ficou conhecido como Primeiro Período Intermediário.  

Anteriormente, o templo quase foi descoberto. Isso porque três armazéns de barro ao lado da construção haviam sido encontrados. Na ocasião, o nome Narat já havia sido visto gravado em um obelisco próximo, mas só agora, com os achados recentes, é que ficou claro o papel da rainha.  

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Sepultamento de ricos

Os arqueólogos acreditam que os 52 túmulos próximos à pirâmide de Teti datam do Novo Império do Egito, um conjunto de dinastias que governou de 1570 a 1069 AEC. 

Estima-se que as primeiras tumbas de Sacará são mais antigas que o próprio Egito, datando do período pré-dinástico, em que a terra ao longo do Nilo foi dividida entre vários reinos menores.  

Por isso, muitas figuras importantes e poderosas usaram esse local para construir complexos templos para faraós ao lado de tumbas para generais, príncipes e aristocratas.  

um dos túmulos encontrados no egito
Túmulos encontrados são feitos de madeira. Foto: Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

Para confirmar essa afirmação, os arqueólogos recentemente desenterraram cerca de 50 sarcófagos de madeira desses túmulos. Os caixões são menos ornamentados do que os encontrados em cemitérios de faraós, por exemplo, mas ainda sugerem que seus ocupantes eram pessoas ricas e de status.  

Eles são pintados com imagens de mortos, cenas de divindades e da vida após a morte – além de versos do Livro dos Mortos, uma coleção de orações e instruções destinadas a guiar o falecido por vários testes e desafios após a morte. 

Via: Ars Technica