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De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 47,6% dos pacientes com Covid-19 que são internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) no Brasil morrem. Em uma primeira análise do estudo, que começou no início da pandemia, a cada dois internados em UTI, um faleceu – em dois mil pacientes avaliados.

O estudo ainda aponta que 60% dos pacientes que foram para o respirador faleceram – no mundo, esta taxa chega a 45%. Já 15% dos pacientes tiveram septsemia (infecção generalizada), 13% desenvolveram infecção bacteriana e 87,9% receberam antibiótico.

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A pesquisa foi feita em 37 hospitais de Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Participaram cerca de 150 profissionais de saúde, além de 27 estudantes de medicina e enfermagem.

Paciente na UTI
Estudo aponta que 60% dos pacientes com Covid-19 que foram para o respirador faleceram. Imagem: Pordee_Aomboon/Shutterstock

Calculadora para reduzir mortes

A partir da análise dos tratamentos e diagnósticos de milhares de pacientes, professores da UFMG criaram uma “calculadora” (também chamada de “escore de mortalidade”) que pode ajudar médicos a tomar decisões mais assertivas a fim de diminuir as mortes.

A ferramenta leva em conta idade, comorbidade, frequência cardíaca, nível de plaquetas, entre outras variáveis. O objetivo é que ela seja usada logo na entrada do paciente no setor de emergência. Assim, médicos e enfermeiros podem, precocemente, identificar pacientes que precisam de reavaliações mais frequentes e, às vezes, uma locação mais precoce em terapia intensiva.

“Em uma primeira análise do estudo, que começou no início da pandemia, em dois mil pacientes cadastrados foi observado que 1 em cada 5 internados em diferentes cidades faleceram. A situação fica mais grave considerando internados em UTI: a cada dois pacientes, um faleceu. Mais tarde, quando chegamos a cinco mil pacientes, desenvolvemos a ‘calculadora’. Ela foi aplicada em mais de mil pacientes do Brasil e também em pacientes de Barcelona. Os resultados foram muito bons”, disse a professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Milena Soriano Marcolino, que coordena o projeto.

A calculadora foi lançada na semana passada e pode ser acessada gratuitamente neste site. O material também será disponibilizado em papel para hospitais ou profissionais que não tem acesso à internet.

Via: G1