O Google foi condenado a pagar uma multa de US$ 3,8 milhões por discriminação de raça e gênero no ambiente trabalhista. Segundo o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, a empresa paga salários inferiores para mulheres engenheiras, comparado a homens na mesma posição, além de promover um processo seletivo que traz desvantagens específicas às mulheres e asiáticos.
A decisão veio após uma extensa avaliação de três anos, de 2014 a 2017, nas sedes do Google em Mountain View (Califórnia), Seattle (Washington) e Kirkland (Washington).
“Independente do quão complexo seja o tamanho de uma força de trabalho, nós reafirmamos o nosso compromisso em reforçar leis de oportunidades igualitárias para assegurar a não discriminação e a equidade dos trabalhadores”, disse Jane Suhr, diretora regional do OFCCP.

O dinheiro pago será dividido nas devidas compensações às pessoas que moveram a ação contra o Google: US$ 1,35 milhão será usado na indenização de 2.565 mulheres. Outro US$ 1,23 milhão (R$ 6,62 milhões) será direcionado a candidatas do sexo feminino ou asiáticas.
Além disso, o Google concordou em pagar mais US$ 1,25 milhão em “ajustes de equidade de pagamento”. Entretanto, apesar de concordar com todos os valores e assegurar que não vai recorrer da decisão, a empresa ainda saiu da briga com benefícios. O Departamento de Trabalho se comprometeu a “não auditar” 39 escritórios do Google durante cinco anos.
Práticas trabalhistas
O Google já teve diversos problemas no passado, relacionados à sua prática trabalhista. Durante anos, a empresa de Mountain View recusou-se a entregar dados de compensação salarial e contratação para o governo federal norte-americano.
Seus problemas encontraram oposição até em tempos recentes, com a demissão da pesquisadora de inteligência artificial Timnit Gebru, em dezembro de 2020; e a subsequente investigação de uma amiga dela, Margaret Mitchell.
Fonte: US Department of Labor
Jornalista formado pela Universidade Paulista, Rafael é especializado em tecnologia, cultura pop, além de cobrir a editoria de Ciências e Espaço no Olhar Digital. Em experiências passadas, começou como repórter e editor de games em diversas publicações do meio, e também já cobriu agenda de cidades, cotidiano e esportes.