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Os volumes de vacinas contra a covid-19 disponíveis no mundo ainda são baixos, mas cada vez mais doses são distribuídas. Nesta quarta-feira (3), a aliança Covax Facility anunciou que o Brasil deve receber 10,6 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A entrega está programada para começar no fim de fevereiro. A Covax Facility ressalta, porém, que a distribuição depende de disponibilidade de doses, lista de emergência criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aspectos logísticos, entre outros fatores.

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A Covax Facility é uma iniciativa da OMS, que reúne 150 países – o Brasil é um deles. Ela foi criada para estimular o desenvolvimento de imunizantes contra a Covid-19 e garantir que eles cheguem a todas as partes do mundo. Ainda no primeiro semestre, a Covax planeja entregar mais de 300 milhões de doses das vacinas desenvolvidas pela Pfizer em parceria com a BioNTech e pela AstraZeneca.

Nas Américas os participantes do grupo são: Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bermuda, Bolívia, Brasil, Ilhas Virgens Britânicas, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Dominica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Montserrat, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Saint Kitts e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Envio da Covax Facility representa um quarto das doses estimadas

A quantidade de doses é bem inferior à que Élcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde, havia informado em outubro, durante audiência na Câmara dos Deputados. Na ocasião, ele disse que estava prevista a recepção de 42.512.800 doses da aliança Covax Facility.

Essa quantidade seria suficiente para imunizar com duas doses mais de 21 milhões de brasileiros – cerca de 10% dos residentes. Com as pouco mais de 10 milhões que serão recebidas, a situação é bem diferente: apenas 5 milhões de indivíduos poderão ser imunizados. O acordo do Brasil com a OMS tem custo estimado de R$ 2,5 bilhões.

Fonte: G1