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Desembarcou na manhã desta quarta-feira (10) no Aeroporto de Guarulhos mais um lote do insumo farmacêutico ativo (IFA) necessário para que o Instituto Butantan dê andamento à produção local da CoronaVac. São 5,6 mil litros do material que podem acelerar a campanha de vacinação brasileira a partir da segunda metade do mês.

Segundo o Butantan, o material é suficiente para produzir mais 8,7 milhões de doses da vacina. A produção já está negociada com o Ministério da Saúde e será integrada ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) assim que estiverem prontas, permitindo a distribuição nacional.

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Ao todo, nas últimas duas semanas, o Butantan recebeu 11 mil litros do IFA, o que deve render 17,3 milhões de doses da CoronaVac. Atualmente o instituto afirma estar envasando 600 mil doses por dia; neste ritmo seria possível entregar todas as vacinas proporcionadas pelo carregamento em questão de um mês.

Atualmente, o Butantan já forneceu 9,8 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde. A primeira leva, de 6 milhões, aconteceu em 17 de janeiro, logo após aprovação emergencial pela Anvisa. Depois disso, o instituto já forneceu 3,8 milhões que eram parte de uma segunda autorização da agência.

A primeira fase do acordo com o laboratório chinês Sinovac prevê 46 milhões de doses da CoronaVac ainda no primeiro semestre. Para chegar a essa marca, como informou o diretor Dimas Covas, o Butantan negocia a entrega de mais dois carregamentos: o primeiro tem 8 mil litros de IFA, e o segundo tem mais 4 mil.

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Além dos 46 milhões de doses, o acordo também prevê mais 54 milhões em um segundo momento. Covas diz que o IFA referente à segunda fase do acerto deve começar a chegar a partir entre março e junho. São mais 33,6 mil litros que devem ser entregues ao Ministério da Saúde até setembro.

O governo de São Paulo também anunciou que negocia a aquisição de mais 20 milhões de doses da CoronaVac com a Sinovac. No entanto, a expectativa é de que esse lote seja destinado especificamente ao estado, sem qualquer previsão de entrega ao PNI. O volume passaria a ser produzido no Butantan após a conclusão da transferência de tecnologia, quando o instituto poderá dar andamento à produção da CoronaVac sem depender da importação do IFA.