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O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, está pedindo explicações às operadoras de telefonia celular sobre o recente vazamento dos dados de mais de 100 milhões de clientes, incluindo o número de telefone, metadados associados (como minutagem e valor da conta) e informações pessoais. As empresas têm 15 dias para responder.

O objetivo é descobrir quais empresas são a origem do vazamento, que dados foram vazados e de que forma. Segundo o site Neofeed, um criminoso alegou ter obtido os dados de 57,2 milhões de clientes da Vivo e 45,6 milhões de clientes da Claro, e está vendendo estas informações em fóruns clandestinos na “Deep Web” por US$ 1 (cerca de R$ 5,40) por nome.

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Entre os dados vazados, estão os do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Eles incluem valor da conta, minutos gastos por dia, o número do celular, filiação, data de nascimento e CPF. O presidente também teve dados vazados em outro incidente, um megavazamento que expôs informações de mais de 220 milhões de brasileiros.

Logotipo da Claro na tela de um smartphone. A operadora foi uma que teve dados de clientes expostos no vazamento.
A Claro foi foi uma das empresas cujos dados de clientes foram expostos. Imagem: rafapress / Shutterstock

ANPD investiga o caso

O vazamento dos dados de operadoras foi descoberto no dia 3 deste mês pela PSafe, empresa especializada em cibersegurança que também descobriu o megavazamento.

A empresa não conseguiu encontrar evidências de que ambas as operadoras tenham realmente sido a fonte dos vazamentos. Em declaração à TV Globo, elas afirmaram que não identificaram a ocorrência de vazamento de dados e que estão colaborando com as autoridades.

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informa que “está tomando todas as medidas adequadas” para investigar o caso, e convocou a Polícia Federal, a PSafe, que denunciou o fato, e as operadoras envolvidas. O objetivo é que as entidades ajudem na investigação e na adoção de medidas de segurança para conter e diminuir os riscos relacionados ao vazamento de dados pessoais dos consumidores afetados.

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Fonte: G1