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Quanto do tráfego da internet é monitorado passa pelas mãos das gigantes de tecnologia? Provavelmente, muito mais do que você pensa. Mesmo que você não use serviços como Google e Facebook, quase todas as páginas online têm plugins que permitem a essas companhias acompanharem tudo que uma pessoa faz virtualmente. Agora, uma nova extensão tenta deixar claro o quão onipresentes são essas empresas.

Chamada de Big Tech Detective, a extensão para o Chrome ou Firefox foi criada pelo Economic Security Project justamente para expor o monopólio das gigantes da tecnologia. Com o app, o usuário é notificado todas as vezes que algum recurso de companhias como Google, Facebook, Amazon e Microsoft são carregados em algum site visitado.

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A extensão possui dois modos. No padrão, ela apenas vai alertar e contabilizar todas as vezes que alguma dessas empresas coleta suas informações de tráfego. No entanto, também há o modo “hardcore”, em que sempre que for detectado algum script ligado às quatro companhias, a extensão exibirá um pop-up vermelho e impedirá o acesso à página.

Big Tech Detective
Big Tech Detective pode bloquear sites que usam scripts de grandes companhias de tecnologia. Imagem: Reprodução

Como aponta o site The Verge, no entanto, nem todas os serviços detectados pela extensão são necessariamente malignos. Existem sites que usam o Amazon Web Services para hospedagem, por exemplo, ou utilizam ferramentas do Azure, da Microsoft. Do outro lado, no entanto, estão os plugins que estão lá para monitorar o tráfego online a fim de produzir mais dados para direcionamento publicitário.

A intenção da extensão não é necessariamente denunciar comportamento abusivo, mas sim a questão do monopólio. Bloqueando acesso aos sites que usam recursos dessas quatro empresas, eles efetivamente tornaram inviável a utilização da internet.

Na prática, mesmo os serviços alternativos acabam pegos pela extensão. O DuckDuckGo, por exemplo, é o buscador preferido do entusiasta da privacidade, mas mesmo ele é barrado por carregar recursos do Google. Outras ferramentas de busca, que se baseiam no Bing, também caem no filtro por utilizar a ferramenta da Microsoft. É o caso, por exemplo, do buscador do Yahoo. Também é impossível acessar a Netflix e, obviamente, o YouTube, que pertence ao Google.

O ponto do Big Tech Detective é agir de forma educativa, para apresentar a situação da internet e não necessariamente bloquear os plugins. De fato, ele não bloqueia os recursos de grandes empresas presentes nos sites, e apenas alerta o usuário sobre eles. Existem outras extensões que fazem um trabalho de bloquear plugins e rastreadores de internet para quem busca evitar o monitoramento online.