Satélite Brasileiro Amazônia-1 pode estar fora de controle, afirmam especialistas

O Amazônia-1, primeiro satélite de sensoriamento 100% brasileiro, pode estar girando fora de controle no espaço
Edson Kaique Lima 03/03/2021 04:45, atualizada em 03/03/2021 15:21
Satélite brasileiro
INPE/Divulgação

O Amazônia-1, primeiro satélite de sensoriamento 100% brasileiro, pode estar girando fora de controle no espaço, de acordo com medições realizadas por rastreadores de satélite dos Estados Unidos e da Itália. A informação é do jornalista Salvador Nogueira, do Mensageiro Sideral.

Continua após a publicidade

As aferições foram feitas em duas passagens diferentes separadas por cerca de sete horas uma da outra, onde foram determinadas irregularidades de sinal denominadas como captações intermitentes.

O primeiro alerta foi feito na manhã desta terça-feira (2) por meio do Twitter do grupo USA Satcom, que alertou que a passagem do Amazônia-1 na banda S parecia estar rolando, o que poderia não ser bom para a banda X. O que quer dizer que a rotação poderia dificultar a captação de sinal.

“Isso significa que pode ter um problema com o controle de atitude do satélite”, afirma o astrônomo Marcelo Zurita, colunista do Olhar Digital. “O controle de atitude é o sistema que mantém o satélite “orientado” no espaço, apontando na direção correta”, completa.

Problema não é irreversível

Até o momento, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), responsável pelo Amazônia-1, não se pronunciou sobre o fato, assim como a Agência Espacial Brasileira (AEB). Entretanto, mesmo que o satélite esteja mesmo fora de controle, a situação é reversível.

O INPE pode, por exemplo, enviar comandos para o sistema de atitude na intenção de estabilizar os giroscópios do interior da espaçonave. Mas é necessária a divulgação de informações oficiais para saber exatamente o que houve e quais ações podem ser tomadas para que o satélite esteja 100% funcional.

A principal missão do Amazônia-1 no espaço é monitorar áreas de desmatamento da floresta amazônica. Para isso, ele passa pelo Brasil duas vezes a cada dia e tira fotos do solo em uma qualidade de 64 metros por pixel.

“O tipo de órbita desse satélite é a chamada heliosíncrona. Significa que o trajeto dele é síncrono ao Sol”, explica Zurita. “Ele passa pelo Brasil uma vez no meio do dia e outra no meio da noite. Com isso, é impossível de vê-lo diretamente porque ou ele não está iluminado (noite) ou é de dia”.

Fonte: Mensageiro Sideral

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

E
Edson Kaique Lima

Edson Kaique Lima é redator(a) no Olhar Digital

Gostou? Compartilhe! Ajude mais pessoas a ficarem informadas.
Prefira o OD no Google
Ícone Whatsapp Ícone Whatsapp Ícone Instagram Ícone Facebook Ícone Linkedin Ícone Telegram Ícone Email