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A Waymo, subsidiária da Alphabet que desenvolve veículos capazes de direção autônoma, usou batidas reais que aconteceram no Arizona para mostrar a segurança dos seus robôs. A empresa encenou vários acidentes fatais que ocorreram no período de dez anos, entre 2008 e 2017.
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O que a companhia viu foi a redução de mortes a zero. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8), no blog da Waymo. Nas simulações em que mais de um veículo estava envolvido no acidente, os carros usados pela companhia foram chamados de “iniciador”, quem causou a colisão, e “respondedor”, quem precisou desviar.
Foram simulados 72 acidentes que aconteceram perto de Phoenix, capital e maior cidade do Arizona. Como foram divididos entre “iniciador” e “respondedor”, o número total de testes subiu para 91. Vinte dos acidentes envolviam pedestres e ciclistas. Em 52 ensaios, o carro da Waymo atuou como o causador da colisão.

Quando o carro pilotado pelo robô foi o iniciador, 100% dos acidentes foram evitados, até aqueles com pedestres e ciclistas envolvidos. A plataforma autônoma respondeu de forma bastante satisfatória. Os automóveis não colidem.
Trent Victor, diretor de pesquisa de segurança e melhores práticas, destacou que o motivo é simples: os robôs não dirigem embriagados ou com sono, além de seguir as leis de trânsito. Já no lugar de quem precisava responder à situação, os carros conseguiram desviar e, quando não foi o suficiente, reduzir a gravidade do acidente.

A publicação ainda traz um dado alarmante. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1,3 milhão de pessoas morrem anualmente em acidentes de carro no mundo todo. Para destacar a eficiência dos veículos autônomos, a Waymo lembrou ainda que 94% das colisões acontecem por erro humano.
“A segurança da tecnologia de direção autônoma é o resultado de um desenvolvimento cuidadoso e de avaliações e refinamento contínuos. Esse estudo é mais uma demonstração útil do potencial de segurança”, completa Trent Victor.