A partir de abril o Brasil pode passar por uma importante virada no cenário da vacinação brasileira contra a Covid-19, que sofre com uma campanha a conta-gotas. Tudo porque a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) passará a entregar regularmente grandes cotas de vacinas no próximo mês. A instituição, que é a principal fornecedora do Ministério da Saúde, espera distribuir entre 6 e 7 milhões de imunizantes, o que ultrapassará em 66% o número de doses já entregues até terça-feira (9) ao Programa Nacional de Imunização (PIN).

Vacinação Covid-19
Vacinação contra a covid-19. Imagem: Shutterstock

De acordo com o cronograma do Instituto Butantan, ainda para o mesmo mês, é esperada a disponibilização de outras cerca de 12 milhões de doses da CoronaVac, somada a mais 8 milhões de aplicações da Covaxin, do plano de entrega do Ministério da Saúde. Porém, diferente da CoronaVac, o imunizante ainda não foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que pode alterar os cronogramas a qualquer momento. Na lista de espera consta também 2 milhões de doses da vacina de Oxford, que podem vir do Instituto Serum, na Índia.

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A Fiocruz é a responsável pela produção da vacina de Oxford no Brasil. Em janeiro, ela enviou à Anvisa os dados sobre o imunizante para serem analisados pela agência, assim como o pedido de registro definitivo. Agora aguarda a aprovação ainda para a primeira quinzena de março.

A fundação enfrentou atrasos na produção das vacinas AstraZeneca devido a demora de entrega do ingrediente farmacêutico para a fabricação, o IFA, que é importado. Em busca de alternativas, a Fiocruz iniciou conversas com o laboratório para tentar superar a situação e até importar insumos ou vacinas prontas, se necessário, já que a entrega prevista para fevereiro foi adiada para março.

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Em entrevista à Reuters, Zuma, que dirige a unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos, disse que os equipamentos necessários para a produção do IFA já chegaram à Fiocruz, mas que estão passando por um minucioso processo de qualificação e confecção de relatórios essenciais para a certificação da parte técnica operacional da área.

“Nossa abordagem é ter 110 milhões no segundo semestre, seja dando continuidade ao que fazemos agora seja para produzir a vacina pronta ou um mix das duas coisas. Estamos vendo a melhor estratégia para manter o compromisso com o Ministério da Saúde”, disse o dirigente.

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