A Volkswagen quer que o custo de produção das baterias de carros elétricos seja reduzido em 50% até 2030, deixando esse tipo de veículo mais barato ainda nesta década. Além disso, a montadora alemã pretende, na mesma margem de tempo, fazer com que todos os componentes da fonte de energia sejam recicláveis.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15) durante o ‘Power Day’, evento dedicado à mobilidade e às novidades dos carros elétricos da marca. O foco do Grupo Volkswagen durante a apresentação foram os projetos de tecnologia para baterias e carregamento, que devem ser implementados nos automóveis até 2030.

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Um dos principais objetivos da empresa nos próximos nove anos é reduzir o custo de produção e das vendas de carros elétricos. Imagem: Volkswagen/Reprodução
Um dos principais objetivos da empresa nos próximos nove anos é reduzir o custo de produção e das vendas de carros elétricos. Imagem: Volkswagen/Reprodução

E nos próximos nove anos, um dos principais objetivos da empresa é deixar mais barato o custo de produção e, por consequência, a vendas dos veículos elétricos. O valor das baterias é muito representativo no preço final dos produtos, então a fabricante aposta no uso de um mesmo tipo de célula de bateria, que será lançada em 2023 e que até 2030 estará em 80% de todos os carros da marca.

Nos veículos de entrada, a composição química das células de bateria será de fosfato de ferro-lítio, o que reduzirá o custo em até 50%. Nos segmentos dos carros médios, que é o maior volume de vendas na Europa, a tecnologia terá maior quantidade de manganês, aumentando a autonomia do veículo e o deixando mais barato em até 30%.

Os outros 20% dos carros usariam o que a Volkswagen chama de “soluções específicas”, ou seja, carros de alto desempenho que seriam equipados com baterias de lítio óxido de níquel-manganês-cobalto (NMC) ou veículos pesados, como vans e caminhões, que também seriam adaptados às tecnologias.

Composição química das células de bateria para carros elétricos de entrada, médios e de alto desempenho. Imagem: Volkswagen/Reprodução
Composição química das células de bateria para carros elétricos de entrada, médios e de alto desempenho. Imagem: Volkswagen/Reprodução

Algumas das vantagens das “novas baterias” está em facilitar a futura reciclagem destas células, na otimização do design dos carros e em facilitar a evolução da tecnologia para células de estado sólido, que são mais simples, baratas e eficientes. A montadora prevê que, com o tempo, 80% da recarga da fonte de energia cairá dos atuais 25 minutos para apenas 12.

Produção em grande escala

A Volkswagen também planeja ter seis fábricas de células de bateria operando na Europa até 2030 que, juntas, terão capacidade de produzir 240 gigawatts-hora por ano. 

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As duas primeiras serão construídas em Skellefteå, na Suécia, e em Salzgitter, na Alemanha. Outro ponto é a parceria com a rede pública de energia. Segundo o grupo, já há apoio das empresas de energia BP (Grã-Bretanha), Iberdrola (Espanha) e Enel (Itália).

Nos Estados Unidos (EUA) e Canadá, a Volkswagen anunciou o investimento de US $1 bilhão para instalação de novos pontos de recarga. O grupo afirmou que serão 18 mil novos pontos na Europa, 3.500 nos EUA e 17 mil na China, onde a montadora recentemente unificou todas as suas empresas.

Com os novos planos de baratear todo o sistema elétrico dos carros da Volkswagen, o presidente do Conselho da montadora, Herbert Diess, disse que o grupo está  “na pole position dentro da corrida por melhores baterias nos tempos de veículos com emissão zero”.

Fonte: The Verge

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