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O quarto Índice de Interconexão Global (GXI) anual da Equinix aponta que a América Latina deverá ser a região de crescimento mais rápido do mundo em capacidade de largura de banda de interconexão nos próximos anos, aumentando a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 50% entre 2019 e 2023. No caso do segmento de conteúdo e mídia digital, que usa principalmente cabeamento internacional, a previsão é de uma taxa composta de crescimento anual de 62% no caso da América Latina, que seria o maior crescimento no mundo. Os cabos submarinos são peças importantes neste processo.

Por isso, o site BNamericas publicou um mapa que mostra todas as conexões, já implementadas ou anunciadas, na América Latina.

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Cabos submarinos pela América Latina. Créditos: BNamericas
Cabos submarinos pela América Latina. Créditos: BNamericas

Confira abaixo detalhes de alguns dos projetos:

Ellalink

Um cabo submarino vindo da cidade de Sines, em Portugal, foi ancorado na Praia do Futuro, em Fortaleza, no dia 11 deste mês, segundo informação do Diário do Nordeste. O equipamento da empresa Ella Link suporta mais de 100 terabits e também passou por Lisboa, em Portugal, Madri, na Espanha, e Marselha, na França. Existe a possibilidade de também ser expandido até a Guiana Francesa.

Cabo submarino que liga Brasil a Portugal. Créditos: EllaLink
Cabo submarino que liga Brasil a Portugal. Créditos: EllaLink

Agora já são 14 cabos submarinos instalados na capital cearense, o que faz da cidade um dos maiores entroncamentos de telecomunicação do mundo.

Cabo Submarino do Pacífico Sul (SPSC)

A Telxius, do Grupo Telefónica (controladora da Vivo no Brasil), e a Claro, da América Móvil, anunciaram a conclusão do Cabo Submarino do Pacífico Sul (SPSC) ou Mistral, que percorre a costa do oceano Pacífico ligando Guatemala (Puerto San José), Equador (Salinas), Peru (Lurín) e Chile (Arica e Valparaíso) em conexão direta com servidores disponíveis nos Estados Unidos.

O equipamento de fibra óptica foi implantado pela Subcom e pode suportar, por segundo, a transmissão simultânea de 6 milhões de imagens, o download de 1,2 milhão de músicas, 4,24 milhões de transmissões de televisão de alta definição ou fazer 1.125 milhão de chamadas de voz. A capacidade de transmissão é de 72 Tbps.

O comissionamento do Mistral, projetado para meados de 2021, permitirá que milhões de pessoas tenham uma melhor experiência de conectividade com maior capacidade, menor latência e maior disponibilidade para suas conexões de Internet.

Para se ter uma ideia, o último cabo submarino havia ancorado no Peru há 20 anos. Rafael Muente, presidente do Conselho de Administração da Osiptel, órgão regulador das telecomunicações no Peru, destacou a importância do Mistral, principalmente em tempos de home office devido a pandemia do novo coronavírus: “As telecomunicações têm desempenhado um papel preponderante nesta situação, sobretudo porque são essenciais para trabalhar, estudar e interagir a partir de casa através dos serviços de Internet e da telefonia móvel e fixa. Nesse sentido, a chegada do novo cabo submarino de alta capacidade do Pacífico será de especial importância, pois melhorará as alternativas de conectividade no trecho internacional, o que dinamizará este segmento do mercado”.

Mapa mostra trajeto do cabo submarino. Créditos: Divulgação/Telxius

“Com o Mistral, o primeiro cabo submarino a chegar ao Peru desde 2001, as comunicações do país estarão preparadas para atender a explosão de tráfego de dados esperada como resultado do desenvolvimento de novas tecnologias como o 5G”, disse José Luis Díaz Ramírez, Gerente Geral da Telxius Cable no Peru.

“Hoje que enfrentamos novos desafios para manter o país conectado, temos a certeza de que ter investido na infraestrutura de telecomunicações mais eficiente e confiável nos permitirá aprimorar a experiência de nossos clientes. Temos o orgulho de saber que iniciativas desse tipo promovem a inclusão digital de milhões de peruanos, ampliando suas oportunidades de desenvolvimento graças ao acesso ao teletrabalho, à teleducação e a outras plataformas da Internet”, completou Humberto Chávez, gerente geral da Claro Peru.

Esta é a sétima instalação da Telxius: El SAm-1 (que rodeia a América Latina e tem 25.000 km), Brusa (que une Virginia Beach, nos EUA, com San Juan, em Porto Rico, Fortaleza e Rio de Janeiro, e tem 11.000 km), Junior (que continua o caminho do cabo Brusa no Rio de Janeiro e conecta com Santos), Tannat (que une Santos com Las Toninas, na Argentina), Unisur (que une Las Toninas com Maldonado, no Uruguai), além do trecho do Mistral que sai do Equador para Jacksonville, nos Estados Unidos.

GigNet-1

Um cabo submarino de 1.200 km que vai ligar a Flórida, nos Estados Unidos, a Cancún, no México. Este é o projeto apresentado neste mês pela FB Submarine Partners, LLC. A Xtera será a fabricante responsável pela fibra e amplificadores, pelos terminais da linha submarina na Flórida e no México, além da gestão das instalações previstas para serem concluídas em 2022.

De acordo com a FB Submarine Partners, LLC, este será o primeiro cabo submarino a ser instalado da Flórida à Península de Yucatán nos últimos 20 anos.

Cabo submarino da FB Submarine Partners, LLC. Créditos: Divulgação
Cabo submarino da FB Submarine Partners, LLC. Créditos: Divulgação

Leia mais:

Entenda a importância dos cabos submarinos

É bastante provável que você já tenha ouvido falar de cabos submarinos. Eles são usados em trechos de mar para ligar estações terrestres e, assim, transmitir sinais de telecomunicações por longas distâncias. Para isso, são instalados no assoalho oceânico.

Esses cabos recebem proteção mecânica adicional para que sejam instalados sob a água: normalmente, têm interior de aço e isolamento especial. Eles podem ser metálicos, coaxiais ou ópticos — os mais utilizados atualmente.

Para conhecer mais sobre o funcionamento e importância dos cabos submarinos, confira o especial preparado pelo Olhar Digital.

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