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Nesta sexta-feira (19), a Polícia Federal (PF) prendeu em Uberlândia (MG) um suspeito do megavazamento de dados de 223 milhões de brasileiros. A prisão preventiva faz parte da operação Deepwater, deflagrada hoje com cinco mandados de busca e apreensão. Um mandato de prisão preventiva também foi cumprido em Petrolina (PE).

A PF disse, em nota, ter identificado o suspeito da invasão e venda dos dados, que incluem CPFs e CNPJs. Também, que um segundo suspeito de vender os dados em redes sociais foi identificado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Ministro Alexandre Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Na operação, foram apreendidos equipamentos como computadores e HDs.

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O megavazamento de dados inclui informações de 223 milhões de CPFs de pessoas nascidas até 2019. Além disso, dados de CNPJ e de veículos foram identificados. Entre eles, estão inclusos nome, data de nascimento, endereço, foto, pontuação de crédito, renda, imposto de renda de pessoa física, dados de telefone e outros.

A Polícia Federal suspeita de que autoridades públicas façam parte dos alvos dos cibercriminosos. Imagem: PF/Divulgação

O texto da PF ainda diz que os cibercriminosos divulgaram, gratuitamente, “parte dos dados sigilosos”, e colocaram “à venda o restante das informações sigilosas que poderiam ser adquiridas por meio do pagamento em criptomoedas”.

O caso, no final de janeiro, começou a ser investigado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e pela PF. O órgão é responsável por fiscalizar e garantir que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) seja cumprida.

Megavazamentos de dados a todo vapor

Logo após o vazamento da base com 223 milhões de CPFs, uma outra base com 102 milhões de números de telefones foi reportada. Os dados também foram expostos à venda e, supostamente, fazem parte de bases subtraídas das operadoras Vivo e Claro.

No início da semana uma outra base, também com 223 milhões de CPFs, foi encontrada à venda na internet. No primeiro megavazamento, a Serasa foi a principal suspeita de ser a fonte. No segundo, a base foi atribuída ao Poupatempo. Ambas negam que qualquer violação aos seus sistemas tenha ocorrido.

Via: Folha de S.Paulo, G1

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