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A cientista brasileira Aleksandra Valério anunciou a criação de produtos que inativam o coronavírus em segundos e podem ajudar no combate à Covid-19. Junto à sua equipe, formada, em sua grande maioria, por mulheres, ela atua na TNS Nano, empresa de nanotecnologia, pesquisando o vírus desde o começo da pandemia. Frente a dez pesquisadores, ela se dedica a desenvolver ferramentas nanotecnológicas para inativar micro-organismos.

O primeiro produto anunciado é um aditivo antiviral que inativa o Sars-CoV-2 em 30 segundos de contato. São esferas pequenas que atacam e destroem a barreira em torno do vírus. “Elas funcionam como guerreiras”, diz a doutora.

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Outros dois produtos também são aditivos antivirais, porém, à base de íons de prata. O primeiro, chamado de Protec-20, é estabilizado com aditivos naturais e também inativa o vírus. O segundo é um spray antiviral, feito em parceria com o Senai Paraná, que forma uma película protetora nas superfícies por, no mínimo, 72 horas.

Pesquisadores em laboratório
Cientistas se dedicam a estudar o vírus da Colvid-19 desde sua chegada no Brasil
Crédito: Shutterstock

Por último, o grupo criou outro aditivo antiviral, mas com nanopartículas de cobre e propriedade bactericida, antifúngica e antiviral. A novidade minimiza contaminações cruzadas e pode ser usada na fabricação de tecidos, acrílicos e plásticos. “Temos três produtos com ação antiviral, mas cada um feito a partir de um processo diferente. A ideia é que as novidades atendam legislações nacionais e internacionais, sempre dando segurança ao usuário final”, explica a cientista.

Aleksandra faz parte do grupo de mulheres que trabalham desde a chegada do vírus no Brasil. Em seu currículo, ela contabiliza quatro pós-doutorados em Engenharia, Polímeros e Biotecnologia e tem mais de 80 artigos publicados em revistas nacionais e internacionais.

A responsabilidade de descobrir produtos que inativam o coronavírus neste momento de pandemia traz à ela o sentimento de pertencer à linha de frente. “Ao criar produtos que podem minimizar os riscos de contaminação da doença, me sinto parte ativa da luta contra a pandemia”, explica.

Fonte: Exame

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