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Nesta terça-feira (13), um dos principais órgãos reguladores da Alemanha entrou com uma ação contra o Facebook. O motivo seria que a empresa de Mark Zuckerberg estaria trocando dados de usuários entre a rede social e o aplicativo de mensagens WhatsApp de forma ilegal.
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Segundo o comissário Johannes Caspar, oficial de proteção de dados de Hamburgo e quem iniciou a ação, a recente atualização dos termos de uso e política de privacidade do serviço, que engloba esse compartilhamento, fere o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia.
Caspar justificou a iniciativa afirmando que o Facebook precisaria da autorização expressa dos usuários para o compartilhamento – algo que não teria ocorrido.

Além disso, ele lembrou que, quando o WhatsApp foi adquirido pelo Facebook há alguns anos, uma das premissas é que não ocorreria a troca de informações entre os serviços.
“Temos motivos para acreditar que a política de compartilhamento de dados entre WhatsApp e Facebook está sendo inadmissivelmente aplicada devido à falta de consentimento expresso e voluntário”, disse o especialista. Algo que, segundo ele, não aconteceu.
Novos termos de uso
Em agosto, o Facebook alterou a política de uso do WhatsApp. Caspar classifica essa alteração do serviço como “uma troca ilegal de dados em massa”, motivo pelo qual ele estaria entrando com o procedimento, e argumenta que a ação visa proteger os dados dos cerca de 35 milhões de usuários do WhatsApp na Alemanha.
A ação regulatória prevê o bloqueio do compartilhamento dos dados por três meses, com possibilidade de a decisão ser ampliada, se autorizada pelo comitê regulatório para proteção de dados.
Além disso, a ação pede ao Facebook que dados sejam apagados, bem como sugere uma multa para o caso de não cumprimento da decisão.
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Em contrapartida, um porta-voz do WhatsApp afirmou que a empresa não estaria agindo contra as leis locais.
Segundo o porta-voz, “ao aceitar os termos de serviço atualizados do WhatsApp, os usuários não concordam com qualquer expansão em nossa capacidade de compartilhar dados com o Facebook, e a atualização não afeta a privacidade de suas mensagens com amigos ou familiares”, disse, em nota, à Reuters.
O Facebook alega que sua atuação está em conformidade com a lei e que vai recorrer da decisão.
Via: Deutsche Welle e Reuters.