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A Hyundai investiu alguns milhões na startup israelense especializada em teleoperação de veículos Ottopia. O investimento foi parte de um montante de US$ 9 milhões, que contou também com a participação dos fundos Maven, de private equity do Reino Unido, e IN Venture, braço de capital de risco da Sumitomo Corporation.

Teleoperação é o termo técnico dado à operação remota de máquinas, sistemas, robôs ou veículos, executada por humanos que podem estar a quilômetros de distância.

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A Ottopia foi fundada em 2018 por Amit Rosenzweig, que construiu sua carreira em ambientes de missão crítica, como a Força Aérea de Israel e a Inteligência Israelense. Ele também foi responsável por um produto de cibersegurança para a Microsoft.

Imagem mostra uma mulher segurando um módulo de direção, sentada em uma mesa comum; à frente dela há quatro diferentes monitores do sistema de teleoperação da startup Ottopia
Sistema de teleoperação da startup Ottopia permite controlar veículos à distância, de forma remota. Crédito: Reprodução/Ottopia

Foi quando notou que humanos eram parte essencial de um ecossistema de missão crítica que decidiu investir na teleoperação.

“Não há nenhum sistema de missão crítica no planeta – nem usinas nucleares, nem aviões – sem supervisão humana. Um ser humano deve estar no loop ou presente de alguma forma para que exista mobilidade autônoma, mesmo daqui 10 ou provavelmente 20 anos”, disse ele, em recente entrevista.

O primeiro produto desenvolvido pela startup é uma plataforma universal de teleoperação que permite aos humanos monitorar e controlar qualquer veículo remotamente, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância do ponto de controle.

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A companhia já recebeu investimentos anteriores de grandes marcas como BMW, May Mobility, startup de veículos autônomos; e Bestmile, especializada em soluções de mobilidade.

No total, a empresa já soma US$ 12 milhões em investimentos até o momento.

Os planos de desenvolvimento da Ottopia incluem as áreas de defesa, mineração e logística, ainda que com foco em veículos.

Via: TechCrunch