Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgada na semana passada indicou que pelo menos 1300 municípios brasileiros não tinham mais vacinas contra a Covid-19 para a segunda dose. Com a paralização da produção da CoronaVac no Instituto Butantan, existe uma preocupação desse atraso aumentar.

Apesar disso, a recomendação das fabricantes é de que para conseguir a proteção máxima da vacina, é preciso tomar as duas doses dentro do prazo estabelecido. “A fim de obter a proteção máxima demonstrada nos testes, sabemos que você não é considerado totalmente protegido até duas semanas após a sua segunda dose da vacina . E é por isso que realmente encorajamos todos a garantir que recebam aquela segunda dose “, diz o Dr. Nipunie Rajapakse, especialista em doenças infecciosas pediátricas da Mayo Clinic.

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Segunda dose da vacina

Agora, mesmo que o prazo tenha passado, ainda é importante tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Essa, inclusive, é a recomendação do Ministério da Saúde. “Por oportuno, informa-se ainda que é improvável que intervalos aumentados entre as doses das vacinas covid-19 ocasionem a redução na eficácia do esquema vacinal. No entanto, atrasos em relação ao intervalo máximo recomendado para cada vacinadevem ser evitados uma vez que não se pode assegurar a devida proteção do indivíduo até a administração da segunda dose”, diz a nota de recomendação da pasta.

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O Instituto Butantan recomenda que a segunda dose da CoronaVac deve ser aplicada em um período de 21 e 28 dias após a primeira. Já quem recebeu a dose da vacina AstraZeneca/Oxford, outra em aplicação no Brasil, pode esperar bem mais, a farmacêutica diz que o período ideal é de cerca de três meses. Por tanto, caso esteja com a segunda dose atrasada, compareça a um posto de vacinação o mais rápido possível para resolver a pendência.

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