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A Agência de Regulamentação de Medicamentos e de Produtos Sanitários do Reino Unido (MHRA) desaconselhou, nesta quarta-feira (7), o uso da vacina da Universidade de Oxford e da AstraZeneca para menores de 30 anos. Em nota oficial, a agência reconhece, contudo, que os benefícios do imunizante são maiores que os riscos.

De acordo com o documento, existem 76 casos de tromboses raras e 19 mortes que podem ter relação com a Vaxzevria (novo nome do imunizante da AstraZeneca). Ao todo, mais de 20 milhões de pessoas receberam a vacina.

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Como os problemas de coagulação ainda são um “efeito colateral suspeito”, segundo a MHRA, é necessário que haja “novos estudos para provar (a relação das mortes com a vacina) sem deixar nenhuma dúvida”. Por esse motivo, a agência decidiu recomendar a aplicação de outros imunizantes em pessoas que ainda não fizeram 30 anos.

Vacina foi feita em parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca. Imagem: Lutsenko_Oleksandr / Shutterstock.com
Vacina foi feita em parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca. Imagem: Lutsenko_Oleksandr / Shutterstock.com

Algumas horas antes da recomendação feita pelos britânicos, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) também alertava para os efeitos colaterais da Vaxzevria. A agência, porém, não impôs restrições à vacina na União Europeia por avaliar que a relação benefício-risco do imunizante “permanece positiva”.

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“Nosso comitê de segurança (Prac) concluiu hoje que incomuns coágulos de sangue com baixo nível de plaquetas devem ser listados como efeitos colaterais muito raros da Vaxzevria”, afirmou a EMA.

Conforme divulgado pelo Prac, foram analisados 86 casos de tromboses, tanto cerebral da cavidade venosa quanto da venosa esplâncnica, até o dia 22 de março. A EMA informou que 18 dos 86 pacientes faleceram. Como os registros se referem a cerca de 25 milhões de vacinados, o total de óbitos representa apenas 0,0003% das pessoas imunizadas com a Vaxzevria.

No Brasil, a taxa de letalidade por Covid-19 está em 2,6%.

Via: IstoÉ / ANSA Brasil

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