Muitas pessoas acreditavam que após a posse de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos, as relações internacionais seguiriam outros rumos. No entanto, Biden seguiu os passos do antecessor Donald Trump sobre as restrições de investimentos em empresas chinesas.

O atual presidente assinou um decreto que aumentou a lista de companhias chinesas nas quais os americanos estão proibidos de investir, passando de 48 companhias para um total de 59. De acordo com os EUA, as empresas citadas supostamente possuem laços com militares da China.

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Imagem mostra o presidente americano Joe Biden, falando em um púlpito ao ar livre, em um dia frio
Joe Biden veta investimentos dos EUA em empresas chinesas. Imagem: Crush Rush/Shutterstock

Biden também reescreveu um pedido de Trump para adicionar empresas que criam e implantam tecnologias de vigilância.

Apesar de dar seguimento a algumas políticas do ex-presidente, Joe Biden ainda não deixou claro como irá lidar com a possível proibição do TikTok nos país.

Mesmo com as diversas polêmicas envolvendo o aplicativo chinês de vídeos rápidos e sua controladora, a ByteDance, além de outros aplicativos como o WeChat, o novo pedido de restrição de investimentos não lista essas empresas.

As novas restrições de Biden terão início em 2 de agosto e, além das companhias, também abrange fundos que invistam nas empresas listadas. Norte-americanos que já possuam investimentos em alguma das 59 empresas terão o prazo de um ano para vender suas participações.

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De acordo com o jornal The New York Times, assessores de Biden afirmam que a medida faz parte de um novo compromisso americano para não facilitar a repressão chinesa e os abusos dos direitos humanos.  

A afirmação vinda do governo norte-americano acontece em um momento em que a China fortalece suas tecnologias para monitorar a população, além de exportar essas inovações para diversas nações.

A China ainda não respondeu se tomará medidas contra as proibições de Biden nos EUA. Mas, sabe-se que o país também adotou restrições às empresas americanas à época, como forma de retaliação à atitude de Donald Trump. Movimento este que trouxe à tona o perigo de uma dissociação entre as maiores economias mundiais.

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