A Nasa anunciou no ano passado que iria iniciar um processo para avaliar a viabilidade de quatro missões espaciais. Todas fazem parte do programa Discovery —  iniciado em 1992 e cuja iniciativa reúne cientistas e engenheiros para conduzir missões de exploração do sistema solar.

As duas missões vencedoras foram Davinci e Veritas, que vão explorar a atmosfera e a superfície de Vênus. Com incentivo de US$ 500 milhões, a data de lançamento estimada é entre 2028 e 2030. Segundo o Space, já se passaram 30 anos desde que a Nasa visitou o planeta pela última vez.

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Em contrapartida, as missões perdedoras iriam visitar dois locais igualmente inóspitos: Io, a lua de Júpiter com mais de 400 vulcões, e Tritão, a única lua que orbita para trás em torno de Netuno.

Missão IVO ia sobrevoar Io, a lua vulcânica mais ativa do sistema solar

Erupção vulcânica registrada na lua de Júpiter. Imagem: NASA / JPL / DLR/Reprodução

De início, Io, que orbita a apenas 350 mil km acima do topo das nuvens de Júpiter, possui um mecanismo de aquecimento extremo, tornando-a o objeto vulcânico mais ativo de todo o sistema solar. Alfred McEwen, principal investigador da missão ‘Io Volcanic Explorer’ (IVO), afirma que ainda não é possível ter uma ideia de onde vem todo esse calor da lua de Júpiter.

O IVO teria usado um conjunto de instrumentos capazes de mapear a atividade de Io tanto em sua superfície como abaixo dela. Além de coletar informações sobre os campos magnéticos e gravitacionais, captar vídeos das erupções e analisar o gás e a poeira que escapam da lua, o que ajudaria os cientistas a compreender como tanto calor é gerado e perdido.

Esse conjunto de informações, segundo os especialistas, seria crucial, já que atividades extremas como essa pode ser um dos aspectos para entender melhor a formação e a evolução dos planetas.

Trident teria explorado Tritão, a lua gelada de Netuno

Até agora, os dois planetas menos explorados do nosso sistema solar são Urano e Netuno, que, por sua vez, abriga Tritão. Seu plano orbital é desviado em 23 graus em comparação com Netuno. Estudos indicam que a lua pode ter “se mudado” com o passar do tempo do Cinturão de Kuiper, uma região que fica além da órbita de Netuno, preenchida com restos de gelo deixados pela formação dos planetas.

A Trident, a segunda missão rejeitada pela Nasa, teria explorado alguns fatores estranhos sobre a lua de Netuno, como, por exemplo, tentar identificar a presença de um possível oceano subterrâneo.

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Tritão também possui atmosfera dez vezes mais ativa do que qualquer outra lua que não é alimentada pelo sol. Quando fotografada pela primeira vez, foi descoberta a presença de gêiseres e erupções de gelo e gás de até 8 km de altura.

Apesar de Trident e IVO acabarem perdendo a vez para as missões que vão explorar Vênus nos próximos anos, este também é um planeta igualmente fascinante e composto pelos seus próprios mistérios.

Fonte: Space

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