A agência federal responsável por supervisionar a segurança de produtos de consumo do Estados Unidos iniciou uma investigação para analisar mercadorias da AmazonBasics, linha de produtos da gigante de e-commerce, responsáveis por diversos acidentes.

No ano passado, a CNN reportou que dezenas de eletrônicos da AmazonBasics permaneceram à venda no site da varejista, mesmo após clientes relatarem que os produtos haviam derretido, explodido ou causado incêndio. Na época, os legisladores solicitaram que a companhia fizesse uma análise e executasse o recall de todos os aparelhos potencialmente nocivos aos seus clientes.

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Um dos consumidores que reportaram acidentes com produtos da AmazonBasics, por exemplo, contou ao veículo que seu estabilizador transformou-se em uma espécie de “maçarico”, o que ocasionou um grande incêndio em sua casa.

Após uma resenha publicada em 2018, o cliente recebeu um pagamento de US$ 1.500 (aproximadamente R$ 7.500, em conversão direta) da Amazon para cobrir os gastos causados pelo acidente — o qual a Amazon negou ser responsável.

Filtro de linha danificado da AmazonBasics
Consumidores publicaram diversos reviews com fotos dos danos causados pelos produtos da AmazonBasics. Tom S./Reprodução

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O problema é que o mesmo produto continuou a ser vendido pela gigante por quase dois anos após a publicação da resenha, mesmo que outros 40 clientes também tenham relatado os riscos do estabilizador. A Amazon só foi retirar o item de sua loja virtual em 2019, sem publicar nenhum informe sobre a retirada do produto.

Agora, a Comissão de Segurança de Produtos do Consumidor (CPSC) está analisando itens que foram destacados nas denúncias. Não foram informados quantos produtos estão sob investigação e nem quais questões de segurança estão sendo examinados.

No entanto, de acordo com as cartas recebidas da CPSC pela CNN, pelo menos oito produtos estão sob análise do órgão, como filtros de linha, cabos de carregamento de smartphones, aquecedores, carregadores de bateria, microondas “inteligente”, entre outros.

A Amazon se recusou a comentar sobre as investigações do CPSC. A gigante apenas afirmou que continua a avaliar relatórios de segurança para tomar medidas adequadas, e que nenhum dos produtos apresentados na investigação da CNN foi retirado da loja por motivos de segurança.

Fonte: CNN

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