Profissionais de Data Analytics, Data Enginner e Data Sciense foram os mais recrutados pelas empresas de inteligência de dados ao longo da pandemia, em um crescimento de cerca de 485% em comparação ao mesmo semestre de 2020. A informação faz parte de um levantamento elaborado pela empresa de recrutamento Intera. 

“Esse aumento não se deve, unicamente, ao boom da área de Data, mas, muito disso, pela geração de dados e inteligência que entregamos e agregamos ao recrutamento. Nunca se produziu tanta informação no mundo. À medida em que a tecnologia avança, mais dados estão sendo gerados para as empresas, e se utilizados de forma correta, podem ser um grande aliado estratégico, e aí a importância de contratar bons profissionais de Data”, diz Juliano Tebinka, CTO e co-founder da Intera

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Estratégia nas tomadas de decisões

O estudo fez um mapeamento com 34 companhias de tecnologia entre startups e empresas de transformação digital, com a participação de 4 mil colaboradores entre analistas, engenheiros e cientistas de dados pleno, sênior e especialistas.  

Imagem mostra um computador em cima de uma mesa; no monitor aparecem códigos de programação e, à frente, há uma pessoa apontando para a tela com uma caneta
O levantamento mostra que o bom cenário para cientistas de dados é uma realidade mundial e deve gerar milhões de empregos nos próximos anos. Crédito: Shuttertstock

Segundo o levantamento, os profissionais de ciências de dados estão entre os mais requisitados justamente pelo fato de auxiliarem as empresas nas tomadas de decisões estratégicas, sendo essenciais no atual momento da economia.

Ciências de dados em alta 

O bom cenário para profissionais especialistas em ciências de dados é uma realidade mundial. De acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos, o mercado para quem atua com Data Analytics deve crescer 19% até 2024, ritmo bem maior em comparação a outras áreas do conhecimento humano.  

A expectativa do Fórum Econômico Mundial é que esse setor crie 1,7 milhões de vagas em 2021 e mais 6,1 milhões até 2022. Meta que segue uma tendência audaciosa até 2025: as transformações tecnológicas devem gerar 97 milhões de empregos no mundo.

Assim, a ciência de dados deve ser uma promessa para modificar o atual momento de alto índice de desemprego registrado no Brasil. Atualmente, há mais de 14,4 milhões de desempregados no país, principalmente em razão dos impactos da pandemia.  

Salários atrativos em ciências de dados 

O levantamento da Intera mostra ainda que a média salarial oferecida pelas empresas para Data Analytics Pleno varia de R$7.333 a R$9.333, enquanto para Data Analytics Sênior fica entre R$8.666 a R$12.000, mas ambas estão abaixo da expectativa dos profissionais. 

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A pesquisa também verificou as motivações que levaram os profissionais a trocar de emprego: 44% foram atraídos pelo desafio de estar em uma nova empresa, 24% pela falta de oportunidade de crescimento no emprego atual, 15% pela vontade de mudar de setor ou área de atuação e 9% pelo desejo de trabalhar em uma companhia maior que a atual. Tendência que faz parte do processo de digitalização e trabalho remoto. 

“A digitalização do trabalho abriu as fronteiras e aumentou a disponibilidade em termos de contratação, diante da possibilidade de contratar profissionais de qualquer local do País e do mundo. Por outro lado, essa expansão aumentou de forma significativa a competição por talentos”, conclui Tebinka.

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