O local onde pousou a sonda Chang’e 5, da China, finalmente ganhou um nome: “Statio Tianchuan”. A designação, aprovada por um conselho especial, mistura o nome da constelação localizada sobre o céu chinês — Tianchuan (“Navio cruzando a Via-Láctea”) e a palavra “Estação” em latim.

Essa é a segunda base de pouso da China na Lua, que também conta com a “Statio Tianhe”, no lado distante de nosso satélite, que serviu de pouso para a missão Chang’e 4. Na nova localização, diversos pontos topográficos mapeados pela nação asiática estão em relativa proximidade, como os picos “Mons Hua” e “Mons Heng”, além das crateras “Pei Xiu”, “Shen Kuo”, “Liu Hui”, “Song Yingxing” e “Xu Guangqi”.

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Imagem mostra foto do local de pouso da missão Chang'e 5, da China. Ponto na lua foi chamado de "Statio Tianchuan"
Local de pouso da missão Chang’e 5 foi fotografado pela sonda lunar chinesa. Imagem: CNSA/Divulgação

A missão Chang’e 5 teve como objetivo coletar amostras do solo lunar, devolvendo-os à Terra para análise. Ela partiu daqui em novembro de 2020, chegando à Lua em dezembro. No dia 16, pouco mais de um quilograma (kg) de amostras de solo foram entregues à Terra.

Uma parte dessas amostras foi resguardada pelo governo chinês, enquanto outra foi disponibilizada para empréstimos internacionais, permitindo que agências espaciais de outros países e blocos econômicos pudessem estudá-los.

Enquanto isso, a missão Chang’e 5 segue seu curso: ao final de dezembro de 2020 foi decidido que ela seguiria em direção ao Sol. Enquanto a cápsula contendo amostras da Lua se separou e mergulhou em direção à Terra, o orbitador foi em direção à principal estrela de nosso sistema solar, parando em uma região conhecida como “Ponto de Lagrange”, onde há um equilíbrio gravitacional entre a Terra e o Sol. 

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